Ex-executivo da BioWare sugere patrocínios para reduzir orçamentos insustentáveis na indústria de games
Mark Darrah, ex-executivo da BioWare, sugere a implementação de patrocínios em jogos ambientados no mundo real para reduzir orçamentos e evitar demissões. O modelo prevê a venda de publicidades antes do lançamento para financiar produções, similar a práticas do cinema e de títulos como Death Stranding

Mark Darrah, veterano com trajetória na BioWare desde Baldur's Gate (1998) e consultor de Dragon Age: The Veilguard, propõe a adoção de patrocínios como alternativa para conter os orçamentos insustentáveis da indústria de games. O executivo, que atuou como diretor de projetos em quase todos os títulos da empresa, sugere que a solução para evitar demissões em massa ou a dependência exclusiva de jogos como serviço reside em um modelo já consolidado no cinema.
A estratégia consiste na venda de patrocínios antes do lançamento, com pagamentos negociados com base em metas de longo prazo, gerando receita adicional às vendas de cópias para financiar a conclusão de projetos e o início de novas produções. Darrah cita como exemplo extremo o filme live-action dos Smurfs, que teria sido produzido com custo zero graças ao financiamento integral via patrocínios.
No setor de jogos, essa prática já ocorre, embora não seja a norma em produções AAA. Death Stranding, de Hideo Kojima, integrou a marca Monster Energy como item consumível no lançamento, vendendo cinco milhões de unidades antes da chegada da versão "Director's Cut", na qual a marca foi substituída por uma genérica. Outro caso recente é a inclusão de relógios Omega em 007 First Light.
Para que o modelo seja viável, as obras precisariam ser ambientadas no mundo real, permitindo que as marcas se encaixem organicamente, como ocorre em títulos de James Bond com a presença de carros Aston Martin. O objetivo é oferecer uma via de sustentabilidade financeira que não obrigue os estúdios a apostarem apenas em serviços ao vivo para manter seus quadros de funcionários.