Google lança Fitbit Air, pulseira de atividade física sem tela focada em monitoramento de saúde
O Google lançou a Fitbit Air, pulseira de atividade física sem tela ou GPS que custa 99 euros. O dispositivo monitora frequência cardíaca, SpO2 e temperatura, integrando os dados ao aplicativo Google Health. O ecossistema inclui a assinatura mensal Google Health Premium, com acesso a treinos e suporte do Gemini
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O Google lançou a Fitbit Air, uma pulseira de atividade física que aposta na remoção de funcionalidades para priorizar o rastreamento contínuo e a discrição. Diferente de smartwatches como o Pixel Watch e o Apple Watch, o dispositivo não possui tela, botões ou tecnologia NFC para pagamentos, focando exclusivamente na coleta de dados por meio de sensores.
A ausência de interface visual elimina distrações, como notificações de mensagens e alertas vibratórios, permitindo que o hardware se torne irrelevante em favor do software. O processamento e a análise das informações ficam concentrados no aplicativo Google Health, onde o usuário acompanha métricas de sono, recuperação e tendências de saúde. No entanto, essa simplificação gera uma dependência maior do smartphone, já que a consulta de qualquer dado exige a abertura do aparelho.
Em termos de desempenho técnico, a Fitbit Air apresenta precisão no monitoramento da frequência cardíaca, SpO2 e temperatura corporal, com resultados comparáveis aos do Apple Watch em sessões de intensidade moderada. Por outro lado, a falta de GPS integrado obriga o usuário a carregar o celular para registrar rotas e ritmos de treino. A ausência de um altímetro barométrico também limita a precisão em atividades de trilha ou subidas, pois o dispositivo não contabiliza o desnível acumulado.
A autonomia de bateria é um dos pontos fortes do modelo, reduzindo a necessidade de recargas frequentes e reforçando a proposta de um dispositivo "invisível".
O ecossistema é complementado pelo Google Health Premium, uma assinatura mensal de pouco mais de 8 euros que oferece vídeos de treino e um coach baseado na inteligência artificial Gemini. Esta ferramenta de IA é capaz de adaptar rotinas de exercícios a limitações físicas — como lesões no tornozelo — ou a equipamentos disponíveis em academias de hotéis, embora suas recomendações sejam vistas como uma camada de interpretação que requer cautela e não confiança total.
Com preço de 99 euros no pagamento único (caso o usuário opte por não assinar os recursos premium), a Fitbit Air posiciona-se como uma alternativa econômica a rastreadores como o Whoop, que exige assinaturas anuais mais elevadas. O produto deixa claro que não visa substituir o smartphone ou oferecer conveniências de comunicação, mas sim servir como uma porta de entrada acessível para o sistema de saúde do Google, priorizando a interpretação de dados sobre a potência do hardware.