Tecnologia

Google usará inteligência artificial para recriar gol de Pelé marcado em 1959

11 de Junho de 2026 às 09:03

O Google recriará por meio de inteligência artificial um gol de Pelé de 1959 para um minidocumentário no YouTube. O projeto do Google DeepMind utilizou os modelos Nano Banana, Veo 3 e Gemini Omni com base em relatos e fotos. O anúncio ocorreu durante o evento Google for Brasil 2026

Google usará inteligência artificial para recriar gol de Pelé marcado em 1959
Divulgação/Google

O Google utilizará inteligência artificial para recriar o gol marcado por Pelé em 2 de agosto de 1959, durante a partida entre Santos e Juventus, no estádio da Rua Javari, em São Paulo. O lance, considerado um dos mais belos da trajetória do atleta, não possui registro fílmico devido às limitações tecnológicas da época, quando a televisão era incipiente no Brasil e a cobertura audiovisual de esportes era restrita.

O anúncio foi realizado por Fábio Coelho, presidente da companhia no Brasil, durante o evento Google for Brasil 2026. A reconstrução da jogada integrará um minidocumentário com previsão de lançamento no YouTube até o final deste mês. A produção, que contou com a participação de Neymar e filmagens no estádio da Juventus, baseou-se em depoimentos de testemunhas, relatos de jogadores e fotografias do período.

O desenvolvimento do projeto ficou a cargo do Google DeepMind, laboratório de pesquisa em IA da empresa, envolvendo equipes brasileiras e internacionais. Para a execução, foram aplicados modelos recentes de tecnologia: o gerador de imagens Nano Banana, o Veo 3, voltado à criação de vídeos cinematográficos via texto, e o Gemini Omni, que possibilita a edição de vídeos por meio de comandos de linguagem natural.

Embora o Santos já tenha divulgado animações e versões digitais simulando o lance anteriormente, esta é a primeira tentativa de recriação utilizando esse conjunto de ferramentas de IA. A ausência de imagens originais é confirmada pela Juventus, que atribui a falta de registros à inexistência de câmeras portáteis e à ausência de uma rotina de preservação sistemática de partidas na década de 1950.

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