Tecnologia

Governo federal instalará 13,2 mil quilômetros de fibra óptica para expandir conectividade na Amazônia

15 de Maio de 2026 às 18:12

O governo federal instalará 13,2 mil quilômetros de fibra óptica subfluvial na Amazônia por meio do programa Norte Conectado. A iniciativa beneficiará 7,5 milhões de pessoas em 70 localidades de seis estados, criando nove infovias e mais de 900 pontos de acesso coletivo

Governo federal instalará 13,2 mil quilômetros de fibra óptica para expandir conectividade na Amazônia
Brasil vai instalar 13,2 mil km de fibra óptica nos rios da Amazônia para levar internet a 70 localidades e 7,5 milhões de pessoas

O governo federal planeja a instalação de 13,2 mil quilômetros de cabos de fibra óptica subfluvial para expandir a conectividade em áreas isoladas da Amazônia. A iniciativa, denominada Norte Conectado e coordenada pelo Ministério das Comunicações, visa beneficiar 7,5 milhões de pessoas em 70 localidades distribuídas por seis estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima.

A estratégia consiste na criação de uma malha de telecomunicações que atravessa rios para superar as barreiras geográficas e a dificuldade de acesso terrestre, interligando municípios e pontos públicos. O projeto é estruturado em nove infovias, algumas já operacionais, outras em fase de implantação ou revitalização. Entre as rotas estabelecidas estão as conexões entre Macapá e Santarém (Infovia 00), Santarém e Manaus (Infovia 01), Manaus e Atalaia do Norte (Infovia 02), além do trecho entre Belém e Macapá (Infovia 03). O sistema de rede também abrange Boa Vista, Porto Velho, Rio Branco, Barcelos, São Gabriel da Cachoeira, Fonte Boa e Cruzeiro do Sul.

O impacto prático da infraestrutura reflete-se na criação de mais de 900 pontos de acesso coletivo, contemplando prefeituras, fóruns, hospitais e escolas. Essa expansão visa dar agilidade a serviços essenciais de saúde, educação, justiça, defesa e pesquisa, além de viabilizar a integração digital com países vizinhos da Pan-Amazônia.

A execução do programa envolve a cooperação de entidades como o Exército Brasileiro, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, a EAD e a EAF, com diferentes fontes de financiamento. Para garantir a padronização do uso compartilhado da infraestrutura e monitorar a implementação das etapas, o governo utiliza um comitê gestor. O objetivo final é substituir conexões frágeis por uma base de rede ampla e estável, reduzindo o isolamento digital de cidades e comunidades historicamente desassistidas.

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