Tecnologia

Greenhill Forge desenvolve aquecedor que transforma movimento mecânico em água quente sem usar eletricidade

05 de Maio de 2026 às 09:18

A Greenhill Forge desenvolveu um aquecedor que converte movimento mecânico em calor via campos magnéticos e tubos de cobre. Em testes a 400 RPM, o sistema atingiu potência térmica de 575 watts, elevando a temperatura de 1,5 litro de água de 46,2°F para 83,1°F em três minutos

A Greenhill Forge desenvolveu um aquecedor magnético capaz de produzir água quente sem a necessidade de combustíveis, resistências elétricas convencionais ou dependência da rede energética. O sistema converte movimento mecânico diretamente em calor, utilizando campos magnéticos e tubos de cobre para eliminar etapas intermediárias de conversão elétrica.

O funcionamento baseia-se em rotores magnéticos giratórios posicionados em torno de uma serpentina de cobre. Quando os ímãs rotacionam, geram correntes parasitas nas paredes do metal, que aquecem a estrutura. Esse calor é absorvido imediatamente pelo fluxo de água que circula no interior do tubo, evitando a dissipação térmica para o ambiente.

A estrutura central do equipamento consiste em um disco plano feito de tubo de cobre de 8 mm, enrolado em uma espiral compacta e soldado para formar um condutor contínuo. Para garantir a estabilidade do conjunto, a bobina é montada sobre um gabarito de aço, assegurando que o espaçamento da espiral seja uniforme. O estator é fixado em uma base quadrada, enquanto os rotores magnéticos são instalados em ambos os lados da bobina, alinhados por rolamentos e porcas de travamento para assegurar uma rotação suave.

Para a movimentação do fluido, o sistema utiliza uma bomba submersível de 10 watts, com capacidade de processar 600 litros de água por hora.

Em testes realizados com uma furadeira a 400 RPM, o dispositivo processou 1,5 litro de água. Em um intervalo de três minutos, a temperatura do líquido subiu de 46,2°F para 75,9°F, atingindo 83,1°F na saída. Esse desempenho equivale a uma potência térmica de aproximadamente 575 watts.

A eficiência do sistema está ligada à velocidade de rotação, seguindo uma relação não linear: o calor aumenta com o quadrado da rotação por minuto. Na prática, dobrar a velocidade quadruplica a geração de calor, o que permitiria ao sistema alcançar cerca de 14,5 kW se operasse a 2.000 RPM. Durante os ensaios, a temperatura do cobre manteve-se próxima à da água, confirmando a eficácia da transferência térmica.

A experiência demonstrou que a fonte de acionamento mecânico é crucial, visto que o motor da furadeira superaqueceu antes do aquecedor apresentar desgaste. Por esse motivo, o equipamento é ideal para ser conectado diretamente a turbinas eólicas ou pequenas centrais hidrelétricas, onde os rotores podem ser movimentados sem perdas de conversão.

Por não emitir gases de escape e dispensar componentes propensos a falhas, como as resistências tradicionais, a tecnologia apresenta-se como uma alternativa viável para quem opera fora da rede elétrica, transformando movimento mecânico disponível em calor de forma simplificada.

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