HMD Global encerra a produção de smartphones da marca Nokia para focar em produtos próprios
A HMD Global encerrará a produção de smartphones da marca Nokia para priorizar a linha de produtos Human Mobile Devices. Um acordo de licenciamento mantém a marca Nokia ativa até 2029, com foco exclusivo em feature phones
A HMD Global está redirecionando sua estratégia de mercado e deve encerrar a produção de smartphones sob a marca Nokia. O movimento, construído gradualmente ao longo dos últimos anos, marca o fim de um ciclo de quase uma década de tentativas para reposicionar a finlandesa no ecossistema Android, segmento onde a empresa enfrentou forte concorrência em todas as faixas de preço, apesar de ter lançado aparelhos com design bem avaliado.
A transição se materializa na adoção do nome Human Mobile Devices para a comunicação institucional da companhia e no investimento prioritário em produtos de identidade própria. Atualmente, a HMD direciona seus lançamentos mais recentes para a marca HMD, reduzindo a dependência do valor histórico da Nokia para consolidar sua relevância independente no setor de dispositivos móveis.
A marca Nokia não desaparecerá imediatamente do mercado, mas terá sua atuação restrita. Um acordo de licenciamento renovado permite que a marca permaneça ativa até 2029, porém com foco exclusivo em *feature phones*. Esses aparelhos básicos, voltados para chamadas, mensagens e longa autonomia de bateria, atendem nichos que priorizam baixo custo e simplicidade, sem a dependência de aplicativos e conectividade avançada.
Exemplos dessa fase de transição são o relançamento do Nokia 3210, que une elementos clássicos a recursos atualizados, além da comercialização dos modelos Nokia 215 e 225, que mantêm o teclado físico e funções essenciais.
Embora a tendência seja de redução contínua e possível escoamento de estoques, a certificação recente de um modelo inédito com a marca Nokia sugere a possibilidade de um último lançamento. No entanto, não há confirmação oficial sobre esse dispositivo, mantendo a trajetória de declínio gradual da marca no segmento de smartphones, onde o entusiasmo inicial do retorno ao mercado não se converteu em desempenho competitivo diante da evolução dos concorrentes.