Tecnologia

Hospital de Milão testa robô para auxiliar pacientes com esclerose lateral amiotrófica e equipe médica

20 de Junho de 2026 às 06:07

O hospital Maugeri, em Milão, testa o robô Alter-Ego no atendimento a pacientes com esclerose lateral amiotrófica. O dispositivo realiza tarefas básicas e transmite dados de dor à enfermagem, operando remotamente até julho. A tecnologia foi desenvolvida pela Universidade de Pisa e pelo Instituto Italiano de Tecnologia

Hospital de Milão testa robô para auxiliar pacientes com esclerose lateral amiotrófica e equipe médica
MARCO BERTORELLO / AFP

O hospital Maugeri, em Milão, testa o Alter-Ego, um robô de 1,2 metro com sobrancelhas expressivas projetado para interagir com pacientes e otimizar a rotina da equipe de saúde. A máquina atua em um departamento especializado no atendimento de pessoas com esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença neurodegenerativa, desde abril.

O dispositivo executa funções básicas, como transportar garrafas de água, acompanhar pacientes até salas de tratamento ou servir de interface para médicos em atendimentos remotos. Na prática, o robô permite que pacientes, como Daniel Senna, de 31 anos, registrem níveis de dor em uma tela fixada em seu peito, enviando as informações instantaneamente para a enfermagem do setor.

Desenvolvido por meio de uma parceria entre a Universidade de Pisa e o Instituto Italiano de Tecnologia, o Alter-Ego é operado remotamente, mas terá sua autonomia implementada a partir de julho. O projeto utiliza o avanço da inteligência artificial para acelerar a robótica, embora a fase de treinamento para a operação sem supervisão seja extensa.

O experimento em Milão busca definir, junto a cuidadores e pacientes, os limites operacionais da máquina no ambiente hospitalar. Manuel Catalano, do Instituto Italiano de Tecnologia, indica que a tecnologia deverá ser expandida futuramente para o suporte a pacientes e cuidadores em domicílios.

A implementação do robô visa delegar tarefas repetitivas do cotidiano hospitalar, reduzindo a sobrecarga dos profissionais de saúde e permitindo que o trabalho humano seja focado na relação direta com os pacientes. Além disso, a interação com a máquina pode deixar os pacientes mais confortáveis ao realizar pedidos, diminuindo a demanda sobre os cuidadores.

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