Hospital de Milão testa robô para auxiliar pacientes com esclerose lateral amiotrófica
O Hospital Maugeri, em Milão, testa o robô Alter-Ego no atendimento a pacientes com esclerose lateral amiotrófica. O dispositivo realiza tarefas básicas e teleconsultas, operando remotamente com previsão de autonomia a partir de julho. A iniciativa visa delegar funções repetitivas para ampliar o tempo de interação entre profissionais de saúde e pacientes
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O Hospital Maugeri, em Milão, implementou testes com o Alter-Ego, um robô de 1,2 metro projetado para interagir com pacientes e otimizar a rotina da equipe de saúde. A máquina, que possui sobrancelhas expressivas para despertar a curiosidade, atua desde abril em um departamento voltado ao atendimento de pessoas com esclerose lateral amiotrófica (ELA).
O dispositivo executa funções básicas e essenciais, como transportar garrafas de água, acompanhar pacientes até salas de tratamento ou servir de interface para teleconsultas médicas. Na prática, o robô permite que pacientes, como Daniel Senna, de 31 anos, registrem níveis de dor em uma tela fixada em seu peito, enviando as informações instantaneamente para a enfermagem do setor.
Desenvolvido por meio de uma parceria entre a Universidade de Pisa e o Instituto Italiano de Tecnologia, o Alter-Ego é operado remotamente, mas a previsão é que passe a funcionar de forma autônoma a partir de julho. Esse processo de transição reflete a necessidade de treinamento rigoroso para que máquinas operem sem supervisão, mesmo com o avanço da inteligência artificial.
O objetivo do experimento é mapear, junto a cuidadores e pacientes, as possibilidades e os limites da atuação robótica no ambiente hospitalar. A intenção é delegar tarefas repetitivas ao equipamento para que os profissionais de saúde disponham de mais tempo para o relacionamento direto com os pacientes. Manuel Catalano, do Instituto Italiano de Tecnologia, indica que a aplicação da tecnologia deve ser expandida futuramente para o auxílio de pacientes e cuidadores em domicílios.