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Intel apresenta chip Arc G3 Extreme com desempenho superior ao Ryzen Z2 Extreme em portáteis

06 de Junho de 2026 às 06:09

A Intel detalhou o chip Arc G3 Extreme para portáteis de jogos, baseado na arquitetura Panther Lake. O componente superou o Ryzen Z2 Extreme em desempenho e eficiência energética em diversas faixas de consumo. O hardware já integra dispositivos como o MSI Claw 8 EX AI+, OneXPlayer 3 e Acer Predator Atlas 8

Intel apresenta chip Arc G3 Extreme com desempenho superior ao Ryzen Z2 Extreme em portáteis
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A Intel apresentou detalhes técnicos e benchmarks de desempenho do Arc G3 Extreme, novo chip desenvolvido especificamente para dispositivos de jogos portáteis. Diferente de versões anteriores, como a família Core Ultra Series 2 (Lunar Lake), que eram otimizações de componentes de laptops, a linha Arc G3 utiliza a arquitetura dos chips Core Ultra Series 3 (Panther Lake) com foco exclusivo em alto desempenho e baixo consumo energético para portáteis.

A nova arquitetura Xe3 demonstra superioridade em relação à Xe2. Em testes comparativos, o Arc G3 Extreme configurado a 35W superou o Core Ultra 7 258V (30W) com um ganho médio de 44%, chegando a mais de 50% em diversos títulos. O jogo Death Stranding 2 apresentou um salto de desempenho superior a duas vezes, resultado de otimizações de driver para a nova arquitetura. Mesmo em limites de energia reduzidos para 17W, o Arc G3 Extreme manteve uma vantagem média de 24%.

Em confrontos com o Ryzen Z2 Extreme da AMD, o chip da Intel apresentou resultados superiores em diferentes faixas de energia. Com ambos operando a 35W, o Arc G3 registrou desempenho médio 42% maior, com mais de 25% dos jogos testados rodando 50% mais rápido. Em 17W, a vantagem média foi de 24%, e em 12W, a superioridade subiu para 37%. Nesse último cenário, o processador da Intel conseguiu manter a taxa de quadros acima de 30 FPS em vários títulos, enquanto o concorrente da AMD ficou abaixo dessa marca.

A eficiência energética é um dos pilares do novo SoC. Um Arc G3 configurado a 17W entregou desempenho semelhante ao Z2 Extreme operando a 35W, o que dobra a autonomia da bateria para o usuário. Para alcançar esse equilíbrio, a Intel redesenhou o chip, reduzindo de quatro para duas as unidades P-Core, diminuindo as unidades de exibição de três para duas e reduzindo o Thunderbolt de quatro para dois. A empresa manteve as 12 unidades Xe3, priorizando a GPU, que é o componente central para a experiência de jogo.

O hardware conta com o Intelligent Bias Control v3.5, que estabiliza a distribuição de energia entre CPU e GPU. A nova função "P-Core parking" desliga completamente as unidades P-Core quando o consumo é de 12W ou menos, priorizando as E-Cores para liberar mais espaço de energia para a GPU, o que eleva o desempenho em até 31% nessa faixa de consumo.

Outro recurso implementado é o Endurance Gaming, que permite ao usuário definir limites de FPS personalizados (30, 40 ou 60). A tecnologia ajusta o frame pacing no hardware e controla a energia do SoC para prolongar a bateria. Em testes com Forza Horizon 6, o tempo de jogo saltou de 3 para quase 6 horas com a função ativada.

No campo do software e imagem, a Intel integrou o XeSS 3 com suporte a multi-frame-gen, permitindo aumentos de até 4x nos modos de quadros, superando a ausência de FSR 4 e 4.1 em iGPUs RDNA 3.5 da AMD. Além disso, os drivers Arc Game-On agora incluem shaders pré-compilados, o que pode acelerar os tempos de carregamento em até três vezes.

Atualmente, a plataforma Arc conta com suporte para mais de 400 jogos com XeSS Super Resolution e mais de 100 títulos com XeSS Multi-Frame Generation. A Intel também avaliou mais de 3.000 builds de jogos sob acordos de confidencialidade e disponibilizou mais de 500 GPUs para desenvolvedores.

O chip Arc G3 Extreme já foi implementado em dispositivos como o MSI Claw 8 EX AI+, o OneXPlayer 3 e o Acer Predator Atlas 8, com a expectativa de que novos aparelhos equipados com a linha G3 cheguem ao mercado nos próximos meses.

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