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Intel pressiona parceiros de PCs a adotarem chips com a nova tecnologia 18A

19 de Maio de 2026 às 09:49

A Intel pressiona parceiros de PCs a adotarem chips com tecnologia 18A devido a limitações de capacidade no processo Intel 7. Paralelamente, a Apple firmou acordo para utilizar a arquitetura 18A-P no chip M7 e a 14A em processadores de smartphones até 2028

Intel pressiona parceiros de PCs a adotarem chips com a nova tecnologia 18A
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A Intel está implementando uma estratégia agressiva de vendas para seus chips fabricados com a tecnologia 18A, pressionando parceiros do mercado de PCs a adotarem a nova arquitetura em substituição a componentes mais antigos. A movimentação ocorre em paralelo ao esforço da companhia para atrair clientes externos para sua fundição.

Essa transição forçada reflete possíveis limitações de capacidade nos nós de fabricação Intel 7. Um executivo do setor de montagem de computadores relatou que, ao solicitar 100 CPUs baseadas no processo Intel 7, recebeu apenas 30 unidades, sendo que dez delas foram entregues na tecnologia 18A. A Intel teria condicionado a entrega desses chips à aceitação do novo processo, sob a ameaça de redirecionar o estoque para outros clientes sem a reposição dos itens originalmente solicitados.

A mudança impõe custos e desafios logísticos aos fabricantes de PCs. Para integrar os chips 18A, as empresas precisam redesenhar seus produtos, o que exige a adoção de telas e componentes de maior qualidade para justificar o aumento de preço ao consumidor final. Esse processo de reestruturação técnica eleva os custos de produção e provoca atrasos nos cronogramas de lançamento.

Simultaneamente, a tecnologia 18A tornou-se o centro de atenções devido ao interesse da Apple. Informações de analistas da GF Securities Hong Kong indicam que a empresa de Cupertino firmou um acordo para utilizar o processo 18A-P na produção do chip M7. Além disso, a Apple planeja utilizar a tecnologia 14A em seus processadores de smartphones, com previsão de início de produção até o final de 2028.

A estratégia da Apple, conforme analisado por Ming-Chi Kuo, visa diversificar sua cadeia de suprimentos e reduzir a dependência da TSMC. A medida busca garantir um fornecedor alternativo em um cenário onde as linhas de fabricação avançadas da TSMC operam em capacidade máxima, impulsionadas pela alta demanda global por GPUs de inteligência artificial.

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