Inteligência artificial reduz consumo de energia em edifícios mesmo em estruturas já otimizadas
A implementação de inteligência artificial na gestão energética de edifícios reduz o consumo entre 4% e 5%, segundo a KPMG. Empresas como Serveo, Schneider Electric, Siemens e Iberdrola utilizam a tecnologia para otimizar ativos e redes elétricas, com economias que chegam a 15%
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A implementação de inteligência artificial na gestão energética de edifícios possibilita reduções de consumo entre 4% e 5%, mesmo em estruturas que já passaram por processos de otimização. O dado consta em relatório da KPMG sobre eficiência energética e ganha relevância diante do cenário global apresentado pela Agência Internacional de Energia (IEA), que aponta que as edificações concentram 30% da demanda energética mundial e responderam por 20% do crescimento do consumo nos últimos anos.
No mercado espanhol, a Serveo aplica essa tecnologia em infraestruturas rodoviárias, iluminação urbana e prédios públicos e privados. Por meio de plataformas que integram sistemas IoT, dados em tempo real e previsões meteorológicas, a empresa antecipa padrões de uso e otimiza o consumo de ativos críticos, atingindo economias de até 15%, dependendo do nível de maturidade da gestão energética.
A Schneider Electric apresenta resultados similares em contextos industriais, onde o uso de softwares como o EcoStruxure permite economias entre 5% e 15%. A ferramenta utiliza técnicas preditivas de IA para ajustar cargas energéticas automaticamente e prever picos de demanda, elevando a eficiência operacional de fábricas e edifícios.
A Siemens foca a otimização de instalações complexas e infraestruturas urbanas através de gêmeos digitais, análise avançada e IA. O objetivo é a redução do desperdício energético por meio de decisões automatizadas processadas em tempo real. Já a Iberdrola direciona o uso de modelos preditivos e análise avançada para a gestão de redes elétricas inteligentes, visando aprimorar a previsão da demanda e a operação do sistema.