Tecnologia

Mark Zuckerberg diverge de Bill Gates e afirma que a inteligência artificial não causará desemprego

04 de Julho de 2026 às 06:11

Mark Zuckerberg divergiu de Bill Gates ao afirmar que a inteligência artificial não causará inevitavelmente o desemprego. O fundador da Meta defende que a tecnologia deve ampliar a produtividade humana para gerar novos postos de trabalho

Mark Zuckerberg diverge de Bill Gates e afirma que a inteligência artificial não causará desemprego
Reuters/Carlos Barria/EFE/Jim Lo Scalzo

Mark Zuckerberg contesta a perspectiva de que a inteligência artificial levará inevitavelmente à redução do mercado de trabalho, divergindo da visão pessimista apresentada por Bill Gates. Em entrevista ao programa Idea Generation, da Complex, o fundador da Meta argumentou que a automação não precisa resultar em desemprego, desde que a tecnologia seja implementada para ampliar as capacidades humanas em vez de apenas substituir funções.

Para Zuckerberg, a trajetória da IA depende da escolha entre a automação total de processos e a criação de uma "superinteligência pessoal". Ele defende que, se o foco for a produtividade individual, permitindo que o trabalhador multiplique sua eficiência em diversas etapas da atividade, a tendência seria a criação de mais postos de trabalho no futuro.

Essa divergência ocorre após Bill Gates listar apenas programadores, biólogos, atletas e profissionais do setor energético como perfis resistentes ao controle da IA. Enquanto Gates projeta um cenário restritivo, Zuckerberg sustenta que a percepção de inevitabilidade da substituição do trabalho qualificado é equivocada, diferenciando a automação do conhecimento do uso da IA como ferramenta de suporte.

O debate sobre a vulnerabilidade de certas profissões é reforçado por dados da Microsoft. Um estudo da companhia identificou 40 ocupações com alta sobreposição com as novas ferramentas, destacando-se redatores técnicos, jornalistas, revisores, escritores, matemáticos, historiadores, tradutores, intérpretes, assistentes estatísticos e representantes de vendas.

Embora a pesquisadora sênior da Microsoft, Kiran Tomlinson, tenha esclarecido que a análise visava identificar quais categorias poderiam utilizar chatbots de forma produtiva, e não prever a extinção de cargos, outros alertas permanecem. Roman Yampolskiy aponta que o avanço acelerado da robótica humanoide e da inteligência artificial geral, caso supere a capacidade de adaptação do mercado, pode provocar desemprego em massa.

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