Tecnologia

Meta lança gerador de imagens que permite a criação de deepfakes a partir de perfis públicos

09 de Julho de 2026 às 12:08

A Meta lançou o Muse Image, gerador de imagens integrado ao WhatsApp, Instagram e Meta AI. A ferramenta permite a criação de deepfakes a partir de perfis públicos, com bloqueio para contas privadas. Usuários podem gerenciar as permissões de uso de suas fotos nas configurações da plataforma

Meta lança gerador de imagens que permite a criação de deepfakes a partir de perfis públicos
Reprodução

A Meta lançou o Muse Image, seu primeiro gerador de imagens desenvolvido pela equipe de superinteligência artificial da companhia. A ferramenta já opera por padrão no WhatsApp, no Instagram e no chatbot Meta AI, com previsão de chegada ao Messenger e ao Facebook.

O sistema permite a criação de deepfakes — técnica de IA que altera fotos e vídeos para modificar rostos ou falas — utilizando publicações públicas das redes sociais da empresa. Testes realizados no site da Meta AI demonstraram que a ferramenta consegue gerar imagens de terceiros apenas por meio da menção ao perfil (@) do usuário, identificando automaticamente a conta no Instagram ou realizando buscas de fotos via Google. No entanto, a criação de imagens a partir de contas privadas é bloqueada.

A empresa afirma que a funcionalidade visa integrar a IA às experiências sociais, permitindo que usuários tragam amigos para suas criações, compartilhem conteúdos em grupos e stories ou façam remixes de tendências. A Meta sustenta que os usuários possuem controle sobre a marcação de seus conteúdos para a IA, podendo desativar o recurso nas configurações.

Para gerenciar a privacidade, a plataforma disponibiliza uma opção nas configurações da Meta AI, em um menu distinto do Muse Image, onde o usuário pode enviar selfies e fotos para definir quem tem permissão de usá-las: "Todos", "Seguidores que eu também sigo", "Seguidores que eu aprovo" ou "Somente você".

A advogada especialista em direito digital Patrícia Peck argumenta que a possibilidade de usar imagens de terceiros publicadas no Instagram revela uma priorização da corrida tecnológica em detrimento de questões éticas, de segurança e governança. Segundo a jurista, a Meta pode ser responsabilizada por danos causados a terceiros caso seja comprovada a imprudência da empresa ao não adotar medidas de proteção, conhecidas como *guard rails.

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