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Nova Tecnologia Armazena Energia Limpa no Fundo Oceânico, Promete Revolucionar Abastecimento Global

04 de Abril de 2026 às 19:35

Pesquisadores desenvolveram um sistema chamado StEnSea que armazena energia limpa no fundo mar. O sistema utiliza esferas vazias de concreto e água pressurizada para produzir eletricidade, com custos estimados em 4,6 centavos de euro por quilovatio-hora. A tecnologia pode operar por até 50 anos sem precisar ser substituída

Nova Tecnologia Armazena Energia Limpa no Fundo Oceânico, Promete Revolucionar Abastecimento Global
StEnSea

A tecnologia promete revolucionar o armazenamento de energia limpa no mundo inteiro: um sistema inovador que aproveita as profundezas oceanicas como uma bateria natural. Desenvolvido por pesquisadores do Instituto Fraunhofer, a solução conhecida como StEnSea (Stored Energy in the Sea) utiliza esferas vazias de concreto instaladas no fundo mar para armazenar energia.

Essa tecnologia inteligente permite que as águas profundas sejam usadas como uma fonte natural de pressão, impulsionando turbinas conectadas a geradores e produzindo eletricidade. O ciclo é simples: ao abrir uma válvula, o mar entra nas esferas vazias, movendo as turbinas que produzem energia; para recarregar, a energia excedente da rede é usada para bombear água para fora das esferas.

Os dados do Instituto Fraunhofer indicam que cada uma dessas estruturas pode operar por até 50 anos antes de precisar ser substituída. Além disso, os custos estimados são baixíssimos: cerca de 4,6 centavos de euro por quilovatio-hora. Com um investimento inicial próximo a 158 euros por quilovatio-hora, essa tecnologia se mostra viável e econômica.

Testes iniciais foram realizados no Lago Constância na Europa; o próximo passo será implantar um protótipo real em Long Beach, nos Estados Unidos. A capacidade de armazenamento global estimada é impressionante: 817 mil gigavatios hora, suficiente para abastecer cerca de 75 milhões de lares em países como Alemanha e França.

Uma das principais vantagens do StEnSea é que ele não compete pelo uso do solo. Isso permite a implantação em diversas localizações ao redor da Terra, facilitando a integração de energias renováveis sem competir com o uso do espaço terrestre.

Com informações de El Confidencial

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