Nova versão do Ubuntu exige mais processamento e memória do que o Windows 11
O Ubuntu 26.04 LTS, com lançamento previsto para o fim do mês, exigirá processador de 2 GHz, 6 GB de RAM e 25 GB de disco. Tais requisitos superam as exigências mínimas de processamento e memória do Windows 11. O sistema mantém a possibilidade de instalação da versão Desktop com 2 GB de RAM e da Server com 1,5 GB

A versão 26.04 LTS do Ubuntu, com lançamento previsto para o final deste mês, traz requisitos de sistema mais elevados para computadores, superando as exigências mínimas do Windows 11 em processamento e memória. O novo padrão do sistema operacional Linux exige agora um processador de 2 GHz com dois núcleos, 6 GB de memória RAM e 25 GB de espaço livre em disco.
Em comparação, a Microsoft solicita para o Windows 11 um processador de 1 GHz ou superior com dois núcleos, 4 GB de memória e 64 GB de armazenamento. A atualização do Ubuntu representa, portanto, um aumento na velocidade exigida do processador e um acréscimo de 50% na memória mínima necessária.
Apesar do aumento nas especificações, que pode restringir o acesso em máquinas de entrada, o Ubuntu mantém uma política de instalação flexível. É possível instalar a versão Desktop em hardware com apenas 2 GB de memória, enquanto a versão Server opera com o mínimo de 1,5 GB.
Essa abordagem contrasta com a rigidez da Microsoft, que impede a instalação do Windows 11 em dispositivos que não atendam aos requisitos técnicos. Além disso, o sistema da Microsoft impõe a necessidade de firmware com Secure Boot e TPM 2.0. Para o ecossistema Copilot+, voltado a PCs de IA, a empresa exige ainda uma NPU com mais de 40 TOPS, componente ausente na maioria dos computadores atuais.
O Ubuntu tem expandido sua fatia de mercado frente ao Windows nos últimos anos, impulsionado pelo modelo de código aberto e pela acessibilidade. Mesmo com a elevação dos requisitos na versão 26.04 LTS, a flexibilidade na instalação mantém o sistema mais aberto ao usuário do que as restrições impostas pela Microsoft.