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NVIDIA anuncia RTX Spark, nova plataforma de chips para laptops e mini PCs

02 de Junho de 2026 às 06:16

A NVIDIA apresentou o RTX Spark, plataforma de SoCs para PCs desenvolvida com Microsoft, Arm e MediaTek. O hardware utiliza arquitetura ARM v9.2 e GPU Blackwell, com suporte a até 256 GB de memória LPDDR5x. Laptops e mini PCs com a tecnologia chegam ao mercado no outono de 2026

NVIDIA anuncia RTX Spark, nova plataforma de chips para laptops e mini PCs
wccftech.com

A NVIDIA anunciou o RTX Spark, uma nova plataforma de SoCs (System-on-a-Chip) para PCs desenvolvida em parceria com a Microsoft, Arm, MediaTek e outros integrantes do ecossistema. Apresentado pelo CEO Jensen Huang durante a GTC Taipei 2026, o projeto é fruto de três anos de desenvolvimento e visa integrar tecnologias de data centers a dispositivos de consumo, como laptops e mini PCs.

O RTX Spark é baseado no GB10 Superchip (também conhecido como N1X), uma versão otimizada do hardware utilizado no DGX Spark. A arquitetura utiliza a tecnologia de embalagem multi-die 2.5D da TSMC em 3nm, combinando dois componentes principais: um die "S", que abriga o processador e o subsistema de memória, e um die "G", dedicado ao núcleo da GPU.

No processamento, a plataforma utiliza a arquitetura ARM Arch v9.2 com 20 núcleos customizados pela MediaTek, organizados em dois grupos de 10 núcleos, com cache L3 total de 32 MB. A parte gráfica é composta por uma iGPU baseada na arquitetura GB100 Blackwell, equipada com núcleos de rastreamento de raios RTX e núcleos Tensor de 5ª geração. O hardware suporta DLSS, Reflex, ACE, G-Sync e TensorRT, alcançando até 31 TFLOPs de FP32 e 1000 TOPS de NVFP4 para tarefas de inteligência artificial.

Um dos diferenciais do sistema é a arquitetura de memória unificada (UMA), que suporta até 256 GB de LPDDR5x com velocidades de 9400 MT/s e largura de banda bruta de 301 GB/s. A NVIDIA permitirá que o usuário aloque manualmente a memória do sistema para a GPU diretamente via Windows, sem a necessidade de acessar o BIOS; em um sistema de 128 GB, por exemplo, até 111 GB podem ser dedicados ao processamento gráfico.

Em termos de conectividade e energia, o chip possui um TDP de 140W e oferece suporte a PCIe, USB, Ethernet sobre PCIe e a saída para até quatro monitores simultâneos (três DP e um HDMI), suportando resoluções de até 8K a 120Hz via HDMI 2.1a. A segurança é reforçada por processadores SROOT e OSROOT, além de suporte a fTPM e TPM discreto. Para modelos que exigem maior escala, a tecnologia ConnectX permite a interconexão de múltiplos chips GB10 via Ethernet para expandir a largura de banda e a capacidade de DRAM.

A estratégia da NVIDIA para o mercado de PCs baseia-se na maturidade do ecossistema RTX, com drivers otimizados para Windows e suporte crescente ao Linux. Testes internos indicaram que o chip entrega desempenho de IA até 10 vezes superior e GenAI duas vezes maior que versões anteriores. Em jogos como Alan Wake II, Fortnite e Indiana Jones, a performance foi classificada como excelente, utilizando DLSS Frame-Gen e as inovações da arquitetura Blackwell, como o Ray Reconstruction 4.5.

O cronograma de lançamentos inicia-se no outono de 2026, com a chegada de laptops e mini PCs de marcas como Acer, ASUS, Dell, Gigabyte, HP, MSI e Lenovo. A primeira geração combina o processador Grace e a GPU Blackwell. Para o futuro, a NVIDIA planejou atualizações para 2028, com as arquiteturas Vera (CPU) e Rubin (GPU) e memória LPDDR6, e para 2030, com as arquiteturas Rosa (CPU) e Feynman (GPU). Cada geração contará com duas variantes de desempenho: uma de ponta, com 1 PFLOP, e uma de entrada, com 400 TFLOP.

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