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NVIDIA lança plataforma Vera Rubin com CPU voltada para o mercado de data centers

12 de Maio de 2026 às 12:29

A NVIDIA lançará a plataforma Vera Rubin e a CPU Vera, baseada na arquitetura Arm Olympus, no segundo semestre desta semana. O processador possui 88 núcleos, 176 threads e memória LPDDR5, com adoção inicial por empresas como Meta, Oracle, CoreWeave e Alibaba

NVIDIA lança plataforma Vera Rubin com CPU voltada para o mercado de data centers
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A NVIDIA prepara a expansão de sua atuação no mercado de data centers com o lançamento da plataforma Vera Rubin, previsto para o segundo semestre desta semana. O destaque do anúncio é a CPU Vera, que será comercializada tanto integrada à plataforma quanto de forma independente, estratégia que a companhia projeta transformar em uma nova frente de negócios bilionária.

O processador utiliza a arquitetura Arm personalizada de próxima geração, sob o codinome Olympus. O hardware é composto por 88 núcleos e 176 threads, contando com a tecnologia NVIDIA Spatial Multi-Threading. Em termos de conectividade e memória, a CPU Vera apresenta interconexão NVLink-C2C de 1,8 TB/s e 1,5 TB de memória do sistema — três vezes a capacidade da linha Grace —, com largura de banda de 1,2 TB/s via SOCAMM LPDDR5X. A arquitetura também inclui computação confidencial em escala de racks, resultando em um desempenho duas vezes superior ao da Grace em tarefas de compressão, processamento de dados e CI/CD.

A Vera se diferencia por ser a única CPU para data centers a adotar memória LPDDR5, o que garante alta eficiência energética e desempenho por watt, além de alta saída de dados e performance em núcleos individuais. Essa configuração deve elevar a demanda por DRAM LPDDR5X, podendo gerar restrições na cadeia de suprimentos devido ao volume de CPUs necessárias para a computação em escala.

A recepção inicial do produto reflete a crescente necessidade de CPUs para fluxos de trabalho de agentes de IA entre os chamados "hyperscalers". Empresas como Meta, Oracle, CoreWeave e Alibaba já se posicionaram como adotantes iniciais e adquiriram racks de CPUs Vera. A inclusão da Alibaba na lista é notável, pois a empresa chinesa opera sob proibições de adquirir as CPUs de IA mais recentes da NVIDIA, como a Rubin, evidenciando a escassez de componentes no mercado.

Esse cenário de alta demanda, que chega a ser dez vezes maior que o habitual, também beneficia Intel e AMD. Paralelamente, o setor observa um movimento de verticalização, com empresas de IA investindo em chips próprios. Nesse contexto, a Arm lançou sua CPU AGI, com expectativa de receita de US$ 2 bilhões, enquanto a Qualcomm trabalha no desenvolvimento de uma CPU para data centers, com lançamento previsto para 2028. A produção em massa dos primeiros racks da NVIDIA deve começar em breve.

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