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NVIDIA planeja transferir a infraestrutura de seus futuros data centers de inteligência artificial para o espaço

12 de Maio de 2026 às 18:35

A NVIDIA planeja transferir data centers de inteligência artificial para o espaço por meio de parcerias com cinco empresas e o uso de foguetes comerciais. O projeto prevê uma estrutura de 5 Gigawatts alimentada por energia solar e resfriada pelo vácuo, utilizando o hardware Space-1 Vera Rubin

NVIDIA planeja transferir a infraestrutura de seus futuros data centers de inteligência artificial para o espaço
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A NVIDIA planeja transferir a infraestrutura de seus futuros data centers de inteligência artificial para o espaço, buscando superar as limitações físicas e ambientais impostas pelas instalações terrestres. A estratégia visa eliminar gargalos críticos de energia e refrigeração, além de mitigar os impactos ecológicos causados pelo consumo excessivo de água e eletricidade que afetam comunidades e ecossistemas locais.

Para viabilizar a expansão orbital, a companhia estabeleceu parcerias com cinco empresas: Starcloud, Planet Labs, Kepler Communications, Firefly Aerospace e Sophia Space. O projeto utiliza o avanço de transportes comerciais, como o Falcon Heavy e a Starship da SpaceX, para reduzir a complexidade logística de levar hardware ao espaço.

Um dos pilares dessa iniciativa é a colaboração com a Starcloud, integrante do programa Inception para startups. O plano prevê a implementação de um data center de 5 Gigawatts, abrangendo 4 quilômetros quadrados em órbita. A estrutura utilizará painéis solares de grande escala para geração energética e aproveitará o vácuo do espaço profundo como sistema natural de refrigeração. Com esse modelo, a NVIDIA projeta que os custos de energia sejam dez vezes menores do que os de operações terrestres.

Como parte do hardware dedicado a esse ambiente, a NVIDIA apresentou o Space-1 Vera Rubin. Este módulo de IA para escala de data center possui um design integrado de GPU-CPU com alta largura de banda, operando integralmente com energia solar.

A movimentação reflete uma tendência de mercado, onde a SpaceXAI, de Elon Musk, também desenvolve um data center orbital de vários Gigawatts em parceria com a Anthropic. Ambas as frentes acreditam que a computação em órbita resolve a escassez de terras e a demanda energética. Contudo, a transição desloca os desafios técnicos: com a disponibilidade ilimitada de energia e resfriamento, o gargalo passa a ser a capacidade de processamento dos chips e a logística de transporte de centenas de milhares de GPUs para fora da Terra.

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