OpenAI planeja lançar smartphone com inteligência artificial focada em agentes autônomos até 2027
A OpenAI planeja lançar um smartphone com agentes de inteligência artificial entre 2027 e 2028. O dispositivo utilizará processador MediaTek Dimensity 9600 e arquitetura de dupla NPU para automatizar tarefas sem a navegação por aplicativos. O projeto prevê controle total sobre hardware e software para integrar sensores e processamento de dados
A OpenAI planeja desenvolver um smartphone centrado em agentes de inteligência artificial, propondo uma mudança estrutural na interação com dispositivos móveis. O projeto, detalhado pelo analista Ming-Chi Kuo, visa substituir a lógica atual de navegação por aplicativos por uma central de decisões inteligente, onde a IA interpreta a vontade do usuário e executa tarefas sequenciais de forma autônoma, sem a necessidade de abrir menus ou tocar em ícones.
A previsão é que a produção em massa ocorra na primeira metade de 2027, com a expectativa de que dezenas de milhões de unidades sejam lançadas entre 2027 e 2028. Para viabilizar essa operação, o aparelho utilizaria uma versão personalizada do processador MediaTek Dimensity 9600, fabricada pela TSMC, focada em eficiência e integração de recursos de IA.
O hardware seria projetado para eliminar gargalos de processamento, contando com memória LPDDR6, armazenamento UFS 5.0 e uma arquitetura de dupla NPU. Esses dois núcleos especializados permitiriam que o dispositivo processe simultaneamente linguagem, visão e automações, reduzindo a dependência de comandos manuais do usuário.
A câmera do dispositivo deixaria de ser apenas um recurso de captura de imagem para atuar como o sensor visual da IA. Com um processador visual avançado e recursos de HDR, o sistema seria capaz de reconhecer objetos, interpretar documentos e compreender o ambiente ao redor em tempo real, alimentando a inteligência do agente.
Essa nova interface impactaria diretamente o ecossistema de lojas digitais, como App Store e Play Store. Como a IA passaria a reservar viagens, organizar compromissos ou solicitar serviços nos bastidores, os aplicativos deixariam de ser o destino principal do usuário, tornando-se ferramentas invisíveis.
Para alcançar esse nível de integração, a OpenAI buscaria o controle total sobre hardware, software, sensores e bateria. Esse modelo de gestão vertical é necessário para que o agente de IA compreenda o contexto completo e opere sem interrupções. No entanto, a eficácia do sistema dependeria do acesso a dados sensíveis, como rotinas, localização e mensagens, levantando questões críticas sobre a privacidade do usuário diante de uma máquina com amplo conhecimento sobre sua vida pessoal.