Tecnologia

Pentágono firma acordos com sete empresas de inteligência artificial para modernizar as Forças Armadas dos Estados Unidos

10 de Maio de 2026 às 15:09

O Pentágono firmou acordos com SpaceX, OpenAI, Google, NVIDIA, Reflection, Microsoft e Amazon Web Services para integrar inteligência artificial nas Forças Armadas dos Estados Unidos. A estratégia inclui o uso de redes militares classificadas e a plataforma GenAI.mil, que registrou mais de 1,3 milhão de usuários em cinco meses. O Departamento de Defesa determinou a remoção dos sistemas da Anthropic no prazo de seis meses

Pentágono firma acordos com sete empresas de inteligência artificial para modernizar as Forças Armadas dos Estados Unidos
Reuters/Dado Ruvic

O Pentágono firmou acordos com sete companhias de inteligência artificial — SpaceX, OpenAI, Google, NVIDIA, Reflection, Microsoft e Amazon Web Services (AWS) — para acelerar a integração dessa tecnologia nas Forças Armadas dos Estados Unidos. A medida visa transformar o Exército em uma força centrada no uso de IA, otimizando a tomada de decisão e a eficiência em cenários de conflito.

A implementação prevê a atuação dessas empresas em redes classificadas de uso militar, que possuem diferentes níveis de segurança e restrição, para garantir que os sistemas operem de forma legal e operacional. O objetivo prático é a capacidade de organizar e analisar grandes volumes de dados, facilitando a leitura de cenários e o suporte a decisões complexas.

Como parte dessa estratégia de modernização, o Departamento de Defesa já opera a plataforma GenAI.mil. Em cinco meses, a ferramenta registrou o uso de mais de 1,3 milhão de pessoas, resultando em dezenas de milhões de interações e centenas de milhares de aplicações automatizadas. Atualmente, a solução é empregada para automatizar tarefas repetitivas, gerar informações para atividades internas e apoiar a análise de dados em diversas áreas operacionais, reduzindo o tempo de execução de processos.

Para evitar a dependência de um único fornecedor e manter a flexibilidade operacional, o órgão optou por diversificar as soluções tecnológicas. Essa abordagem excluiu a Anthropic, desenvolvedora do Claude, devido a divergências sobre as diretrizes de uso de suas ferramentas pelos militares. Apesar da determinação para que os sistemas da Anthropic sejam removidos nos próximos seis meses, funcionários e prestadores de serviços de TI que colaboram com as Forças Armadas manifestaram resistência, sob a justificativa de que as ferramentas da empresa são superiores às alternativas disponíveis.

Com informações de G1

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