Tecnologia

Pesquisadores criam tecnologia que converte calor do corpo humano em eletricidade para alimentar dispositivos

06 de Abril de 2026 às 21:54

Pesquisadores da Universidade Nacional de Seul criaram um dispositivo flexível que converte o calor corporal em eletricidade. A tecnologia utiliza nanopartículas de cobre e polímeros para gerar energia, podendo ser aplicada em sensores biométricos e aparelhos médicos

Pesquisadores criam tecnologia que converte calor do corpo humano em eletricidade para alimentar dispositivos
Universidad de Seúl/Juhyung Park et al.

Pesquisadores da Universidade Nacional de Seul desenvolveram uma tecnologia flexível capaz de converter o calor do corpo humano em eletricidade, com o objetivo de viabilizar smartphones que dispensem o uso de baterias e tomadas. O estudo, publicado na revista Science Advances, apresenta um dispositivo ultrafino que funciona como um adesivo, superando a rigidez e o volume dos sistemas termoelétricos convencionais, que inviabilizavam a aplicação em aparelhos portáteis ou no contato direto com a pele.

A produção de energia térmica depende da existência de uma diferença de temperatura entre dois pontos. Em materiais finos, esse gradiente costuma desaparecer rapidamente devido à dissipação do calor. Para solucionar essa questão, a equipe sul-coreana criou o gerador termoelétrico pseudo-transversal, que redireciona o calor lateralmente no próprio material. A estrutura combina polímeros flexíveis com regiões isolantes e áreas de alta condutividade térmica, compostas por nanopartículas de cobre, criando variações de temperatura internamente sem elevar a espessura do componente.

A fabricação do sistema ocorre por meio de técnicas de impressão, o que garante a escalabilidade da produção e a possibilidade de adaptar o dispositivo a superfícies irregulares, tecidos ou adesivos médicos.

Embora a tecnologia ainda não possua potência para alimentar integralmente um smartphone, a aplicação imediata é viável em sensores biométricos, sistemas de monitoramento contínuo e dispositivos médicos. O desenvolvimento sinaliza a transição para um ecossistema tecnológico com menor dependência de baterias e redução na geração de resíduos eletrônicos.

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