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Razer Blade 16 apresenta falhas de projeto e software apesar do preço elevado

20 de Maio de 2026 às 06:24

O Razer Blade 16, custando US$ 4.899, apresenta superaquecimento, falhas estruturais na tampa traseira e consumo energético excessivo da GPU RTX 5090 em modo de espera. Problemas térmicos e de design persistem mesmo após atualização de firmware

Razer Blade 16 apresenta falhas de projeto e software apesar do preço elevado
wccftech.com

O Razer Blade 16 apresenta falhas críticas de projeto e software que comprometem a experiência de uso, apesar de ser posicionado como um dispositivo de alta qualidade. O laptop, que custa US$ 4.899 — valor superior ao de um MacBook Pro equipado com chip M5 Max, 48GB de memória unificada e SSD de 2TB —, demonstra dificuldades em equilibrar a potência de seus componentes com a estrutura física do chassi.

A tentativa de manter um design excessivamente fino resultou em problemas estruturais e térmicos. Testes realizados pelo canal ShortCircuit revelaram que a tampa traseira do aparelho encosta nos ventiladores quando submetida a uma leve pressão. Esse contato físico pode danificar os rolamentos do sistema de resfriamento durante tarefas intensas, antecipando a necessidade de substituição das peças. Além disso, a escolha de abrigar componentes de alto desempenho, como a GPU RTX 5090, em um corpo reduzido causou superaquecimento em áreas específicas da superfície, atingindo temperaturas que ignoram as normas de segurança para evitar queimaduras ao usuário.

No campo do software, a Hardware Canucks identificou um bug de consumo energético. Enquanto a GPU RTX 5090 deveria operar entre 4W e 5W em estado de inatividade, o Blade 16 consome entre 30W e 40W quando está em modo de espera. Mesmo após a disponibilização de uma atualização de firmware pela Razer, a falha na gestão de energia persiste.

Esse cenário contrasta com a arquitetura do Apple Silicon, que permite a manutenção de modelos finos de MacBook Pro através de alta eficiência energética e controle térmico viável, possibilitando autonomias de até 24 horas. A insistência da Razer em replicar a estética elegante em vez de adotar um chassi mais robusto e espesso impede a otimização da CPU e da GPU, resultando em um produto onde o custo elevado não se traduz em valor entregue ao consumidor.

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