Redes sociais superam Google e Amazon como ferramentas de pesquisa e impulsionam o e-commerce social
Redes sociais superaram Google e Amazon como ferramentas de pesquisa, com a TikTok Shop projetando 14,6% do varejo global até 2030. O modelo baseia-se em análise comportamental, atraindo 82% dos consumidores, especialmente da Geração Z e Millennials. Nos Estados Unidos, o número de lojas registradas cresceu 5.000% desde 2023, atingindo 475 mil até meados de 2025
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As redes sociais superaram o Google e a Amazon como ferramentas de pesquisa, consolidando o chamado "e-commerce social". Essa mudança de paradigma altera a lógica de consumo: enquanto plataformas tradicionais atendem a demandas específicas de busca, redes como o TikTok dominam a fase de descoberta de produtos. O impacto é tamanho que a TikTok Shop projeta alcançar 14,6% do mercado de varejo global até 2030, segundo a Flywheel.
A eficácia desse modelo reside na substituição da segmentação demográfica, baseada em idade ou localização, por uma análise comportamental em tempo real. O algoritmo monitora variáveis invisíveis, como o tempo de visualização de um vídeo, a repetição do conteúdo e os compartilhamentos, criando uma impressão digital do usuário. Andrés Arias, pesquisador de inovação tecnológica e especialista em inteligência artificial, destaca que a plataforma detém a rastreabilidade direta do consumo interno, eliminando a necessidade de comprar dados externos para traçar perfis de público-alvo.
Essa dinâmica atrai especialmente as gerações mais jovens. Dados da Hostinger indicam que 82% dos consumidores utilizam redes sociais para buscar produtos, com preferência de 55% da Geração Z pelo TikTok e 52% dos Millennials pelo Facebook. A integração de lojas internas no Instagram e no TikTok remove a dependência de sites externos, facilitando pagamentos impulsivos e aumentando a retenção do usuário.
O crescimento do ecossistema é expressivo. Globalmente, há cerca de 15 milhões de vendedores registrados. Nos Estados Unidos, o volume de registros saltou 5.000% desde 2023, totalizando mais de 475 mil lojas até meados de 2025, conforme a Flywheel.
A Agência Espanhola de Proteção de Dados (AEPD) classifica essa estrutura como um "modelo de padrões viciantes". Para o órgão, a operação ocorre em duas frentes: a primeira utiliza métricas de desempenho, como tempo de permanência e visitas, para monetizar a atenção e cobrar anunciantes. A segunda frente foca na otimização da experiência, utilizando a coleta de dados pessoais e a análise exaustiva de hábitos para personalizar a oferta e maximizar o engajamento do usuário através do mapeamento de seu trajeto na plataforma.