Robôs Humanoides: População pode chegar a 3 bilhões em 2060, ultrapassando número de veículos por habitante
O estudo do Bank of America prevê que a população mundial de robôs humanoides atinja 3 bilhões de unidades até 2060, ultrapassando o número de carros por habitante. A projeção é baseada na falta de trabalhadores e no declínio dos custos. Os primeiros usuários dessas máquinas serão as linhas industriais, com destaque para armazenagem e logística
O mundo dos robôs humanoides está se movendo rapidamente em direção à massificação. De acordo com um estudo do Bank of America, a população dessas máquinas pode chegar a 3 bilhões de unidades até 2060, superando os carros per capita. A projeção é baseada na falta de trabalhadores e na queda dos custos.
A revolução não será impulsionada pela novidade, mas sim pela necessidade. O envelhecimento da força de trabalho e a escassez de mão de obra são os principais motivadores para o crescimento desse mercado. As analistas Lynelle Huskey e Vanessa Cook apontam inflação salarial e alta rotatividade como fatores que tornam o mercado atraente.
Os robôs humanoides devem primeiro avançar por linhas de montagem e redes logísticas antes de chegar às casas. Atualmente, 72% das instalações até 2027 estarão em ambientes industriais, com destaque para armazenagem e logística (33%), setor automotivo (24%) e manufatura (15%). O uso doméstico ainda está distante, mas deve aparecer na década de 2040.
A divisão prevista é clara: antes das casas, os robôs humanoides devem conquistar o espaço industrial. E já estão fazendo isso com sucesso. A UPS conversa com a Figure AI para implantar humanoides e a Tesla acumula horas de trabalho remuneradas nas Gigafactories.
O financiamento para robótica humanoide também está crescendo exponencialmente, passando de US$ 700 milhões em 2018 para US$ 4,3 bilhões em 2025. O setor deixou a pesquisa e entrou na corrida competitiva. Em janeiro de 2026, mais de 50 empresas desenvolviam humnanoides ativamente, com 150 lançamentos comerciais registrados.
A estimativa do BofA implica taxa composta de crescimento anual de 86%, em trajetória mais íngreme do que a do mercado inicial de veículos elétricos. Parte dessa aceleração vem da queda dos custos, como mostram os exemplos chineses e ocidentais.
Na China, um humanoide tinha custo de materiais de US$ 35 mil em 2025, valor projetado para menos de US$ 17 mil até 2030. Já no Ocidente, unidades em piloto custam entre US$ 90 mil e US$ 100 mil. A startup 1X Technologies aluga um humanoide residencial por US$ 499 ao mês.
O relatório do BofA sustenta que essas críticas não anulam uma projeção de 35 anos. O próprio banco reconhece obstáculos entre o robô industrial atual e um mercado com 3 bilhões de unidades, mas afirma que a pressão demográfica é real, o capital já está comprometido e a curva de custos já começou a mudar.
Se confirmada essa trajetória poderá superar os carros per capita até 2060. Com informações de Infomoney.