Tecnologia

Robôs podem antecipar erros com base nas ondas cerebrais dos operadores humanos, aumentando a segurança em ambientes de alto risco

23 de Março de 2026 às 09:17

Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Oklahoma desenvolveu um sistema que permite aos robôs inteligentes anteciparem erros com base nas ondas cerebrais dos operadores humanos. O sistema, inspirado na teleoperação, captura sinais cerebrais do operador humano e processa em tempo real para minimizar erros e garantir segurança. Ele pode ser utilizado em ambientes de alto risco ou áreas como reabilitação e medicina

Robôs podem antecipar erros com base nas ondas cerebrais dos operadores humanos, aumentando a segurança em ambientes de alto risco
OSU iHuman Lab

Robôs Inteligentes Aprenderam a Antecipar Erros Com Base nos Pensamentos dos Operadores Humanos

Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Oklahoma, liderados pelo professor Hemanth Manjunatha, desenvolveu um sistema revolucionário que permite aos robôs inteligentes anteciparem erros com base nas ondas cerebrais dos operadores humanos. Essa inovação mudará completamente a forma como os robôs são controlados em ambientes de alto risco.

O novo sistema, inspirado na teleoperação (o processo pelo qual os humanos controlam robôs à distância), tem o objetivo de minimizar erros e garantir segurança. Atualmente, quando um robô comete um erro, ele só percebe isso após ter causado algum dano ou colocado alguém em perigo.

O sistema funciona capturando os sinais cerebrais do operador humano através de um capacete de EEG que detecta padrões elétricos específicos gerados pelo cérebro quando o erro é reconhecido. Esse sinal, chamado Potencial Relacionado com Erro (ErrP), é processado em tempo real por uma inteligência artificial treinada para aprender os padrões gerais do cérebro humano.

Com essas informações, o sistema incorpora regras matemáticas rigorosas conhecidas como Lógica Temporal de Sinais (STL) que decidem a melhor forma de agir em milissegundos. Isso pode incluir frear controladamente, parar completamente ou devolver o controle ao operador humano.

A equipe trabalhou horas para calibrar esses sistemas no passado, mas agora eles podem ajustar-se às ondas cerebrais específicas do novo operador em questão de segundos. O sistema utiliza GPUs NVIDIA RTX PRO 6000 com latência tão baixa que age antes mesmo que o operador possa pressionar um botão de emergência.

A pesquisa não se limitará a ambientes perigosos, como usinas nucleares ou exploração em águas profundas. Manjunatha vê grandes aplicações práticas na medicina e reabilitação, especialmente com próteses que ajustam seu movimento baseado nas sensações ou intenções do usuário.

Imagine uma prótese que detecta quando o usuário sente que está se movendo incorretamente e se ajusta sozinha. Trata-se de que a tecnologia se sinta como uma extensão do corpo humano, afirma Manjunatha.

O código, os modelos e dados gerados pelo projeto serão disponibilizados publicamente para que outros possam explorar suas aplicações em áreas como reabilitação ou medicina.

Notícias Relacionadas