Satélite Starlink apresenta anomalia e gera detritos no espaço
O satélite Starlink-34343 apresentou anomalia no domingo (29), gerando detritos na órbita da Terra. A SpaceX confirmou o episódio e afirmou que continuará monitorando o satélite e quaisquer detritos rastreáveis. Imagens sugerem que o satélite pode ter se desintegrado, com dezenas de objetos detectados nas proximidades do Starlink-34343
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O satélite da SpaceX, parte do serviço de internet via satélite Starlink, apresentou uma anomalia em órbita no domingo (29). O mau funcionamento gerou detritos que circundam a órbita da Terra, levantando preocupações sobre riscos para futuras missões espaciais. A SpaceX confirmou o episódio por meio de um comunicado na rede social X.
O satélite Starlink-34343 estava em órbita a uma altitude de 560 quilômetros e perdeu contato com a espaçonave mais próxima após apresentar anomalia. Embora a empresa tenha minimizado o risco do acidente, afirmando que os detritos não representam ameaça iminente para o lançamento da missão Artemis II ou à ISS (Estação Espacial Internacional), observou que continuará monitorando o satélite e quaisquer detritos rastreáveis.
Imagens divulgadas pela LeoLabs, empresa de monitoramento de satélites, sugerem que o satélite possa ter se desintegrado. A rede de radares da empresa detectou dezenas de objetos nas proximidades do Starlink-34343 e afirmou que o evento provavelmente foi causado por uma fonte interna.
O incidente é semelhante a outro ocorrido em 17 de dezembro com a Starlink-35956, onde uma anomalia não especificada causou o rápido vazamento do tanque de propulsão da espaçonave e uma queda repentina de 4 quilômetros em sua altitude. A falha fez girar a espaçonave de volta em direção à Terra e ejetar detritos.
Apesar das consequências, a espaçonave permaneceu intacta, mas as suas causas continuam sendo um mistério. Posteriormente ao incidente de dezembro, a SpaceX parece ter pausado os lançamentos da Starlink por alguns dias. No entanto, após o comunicado sobre a anomalia do satélite 34343, um foguete Falcon 9 decolou cerca de seis horas depois levando mais 29 satélites Starlink.
A LeoLabs declarou que é provável que os fragmentos dessa anomalia saiam de órbita dentro de algumas semanas. Diante da possibilidade de sobrar detritos no espaço, tanto a SpaceX quanto outras constelações de satélites e fornecedores precisarão manobrar em torno desses objetos para evitar colisões.
A Starlink afirmou que está trabalhando para determinar a causa raiz do problema e implementará quaisquer ações corretivas necessárias. A empresa tem mais de 10 mil satélites operativos, todos eles manobráveis e projetados para se desintegrarem ao entrar na atmosfera terrestre.
A anomalia no Starlink-34343 levanta preocupações sobre o impacto prático da situação e como as empresas envolvidas irão lidar com os detritos. A possibilidade de colisões é um risco que precisa ser considerado, especialmente em missões futuras como a Artemis II.