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Simulação prevê desemprego de 10,2% nos EUA em 2028 com IA substituindo empregos qualificados

03 de Março de 2026 às 07:25

A simulação da Citrini Research prevê um cenário de crise global em 2028, com desemprego atingindo 10,2% nos EUA. A produtividade aumenta enquanto o consumo diminui, criando uma contradição que impulsionou as vendas de empresas expostas à disrupção tecnológica. O estudo destaca impactos indiretos no setor de software e a entrada rápida de novos concorrentes em serviços digitais

Simulação prevê desemprego de 10,2% nos EUA em 2028 com IA substituindo empregos qualificados
EFE/Rungroj Yongrit

A simulação da Citrini Research sobre uma crise global em 2028 está gerando grande interesse no mercado financeiro. O estudo apresenta um cenário hipotético onde a produtividade aumenta e o consumo diminui, criando uma contradição que impulsionou as vendas de empresas expostas à disrupção tecnológica.

O documento descreve uma economia em junho de 2028 com o desemprego nos EUA atingindo 10,2% após demissões no início de 2026. A substituição de empregos qualificados por sistemas avançados de IA em tarefas administrativas é considerada a principal causa dessa onda.

Um conceito central do estudo é o "PIB fantasma", que se refere à atividade gerada por agentes de IA aparecendo nas contas nacionais, mas não necessariamente traduzindo-se em consumo real. Segundo essa simulação hipotética, a produtividade continua aumentando enquanto as famílias gastam menos.

O mecanismo descrito é circular: a IA se torna mais eficiente, reduzindo o número de funcionários necessário e levando ao aumento do desemprego e à queda no consumo. Isso incentiva ainda mais o investimento em automação, reforçando o ciclo autoalimentado que acelera a disrupção.

A simulação também destaca um impacto indireto sobre o setor de software e sugere inadimplências relacionadas a empréstimos garantidos por esse setor. Além disso, ela aponta para uma "cultura do código rápido" que facilita a entrada rápida de novos concorrentes no mercado de serviços digitais.

Empresas como ServiceNow, DoorDash e Uber foram mencionadas na CNBC como tendo sido afetadas pelas previsões da simulação. O debate sobre emprego, produtividade e competição volta a ocupar o centro das atenções com foco no ano de 2028.

A reação do mercado às previsões é diversificada: para alguns, a IA representa uma ameaça à necessidade de serviços especializados e alterações em modelos de negócios já estabelecidos. Já outros consideram que a reação exagera na capacidade real da substituição por sistemas avançados de IA nos próximos anos.

O cenário hipotético apresentado pela Citrini Research gera questionamentos sobre como o mercado financeiro responderá às mudanças tecnológicas e se as previsões refletem a realidade futura.

Com informações de El Confidencial

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