Startup amazonense desenvolve veículo de efeito solo para otimizar o transporte na região amazônica
A startup AeroRiver desenvolveu o Volitan, veículo de efeito solo com capacidade para 10 passageiros ou 1 tonelada de carga. O projeto, financiado em R$ 10 milhões com apoio do ITA, atinge 150 km/h e possui autonomia de 450 km. Testes e pré-comercialização estão previstos para 2026 na Amazônia
A startup amazonense AeroRiver desenvolveu o Volitan, um veículo de efeito solo projetado para transformar a logística de transporte na região amazônica. A tecnologia permite que a embarcação voe a baixas altitudes, entre 5 e 10 metros acima da superfície, utilizando um colchão de ar entre a asa e a água para reduzir o arrasto e aumentar a eficiência.
Com 18 metros de comprimento, o Volitan tem capacidade para transportar 10 passageiros ou até 1 tonelada de carga. O projeto prevê uma velocidade de cruzeiro de 150 km/h e autonomia para percorrer 450 quilômetros sem a necessidade de reabastecimento. Por decolar e pousar diretamente na água, o veículo dispensa a construção de aeroportos ou pistas, utilizando os próprios rios como corredores naturais.
O desenvolvimento do barco voador, que conta com a colaboração do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), recebeu um financiamento de aproximadamente R$ 10 milhões. Esse investimento foca em inovação, sustentabilidade e mobilidade regional, integrando-se a um cenário amplo de aportes governamentais em ciência e tecnologia, que somaram cerca de R$ 30 bilhões entre 2023 e 2025.
Na prática, a solução visa otimizar o deslocamento entre cidades ribeirinhas, agilizar a entrega de medicamentos, facilitar o transporte de equipes de saúde e fomentar o turismo sustentável. Além do ganho de tempo em rotas que atualmente levam horas ou dias, o Volitan propõe a redução da emissão de CO₂ em comparação a aeronaves e embarcações convencionais.
A fase de testes em ambiente real, essencial para validar a segurança e o desempenho de navegação, está programada para o primeiro trimestre de 2026, na Amazônia. A previsão é que a pré-comercialização ocorra também em 2026, após a conclusão das etapas de certificação técnica e regulatória.