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Startup desenvolve plataforma robótica que reduz em até 60% o tempo de acabamento em drywall

27 de Maio de 2026 às 06:12

A startup Canvas desenvolveu uma plataforma robótica com inteligência artificial e braços UR10e para automatizar o acabamento e lixamento de drywall. A tecnologia reduz cronogramas de obra em até 60% e a demanda de mão de obra em 40%. O sistema utiliza sensores para operar em canteiros sem mapeamentos prévios

Startup desenvolve plataforma robótica que reduz em até 60% o tempo de acabamento em drywall
Robôs com IA, sensores e cobots já assumem o acabamento em drywall, reduzem prazos em até 60% e cortam cerca de 40% da mão de obra na construção. Imagem: Canvas

A startup de San Francisco, Canvas, desenvolveu uma plataforma robótica para automatizar o acabamento em drywall, etapa da construção civil marcada por tarefas repetitivas e desgaste físico. O sistema utiliza inteligência artificial, sensores avançados e braços robóticos cobots UR10e, da Universal Robots, para pulverizar compostos em juntas e superfícies, além de realizar o lixamento de paredes internas.

A tecnologia altera a dinâmica de produtividade ao reduzir a necessidade de retornos sucessivos à mesma parede. Enquanto no método manual a metragem de trabalho pode ser drasticamente superior à área real da parede devido às repetições, a máquina otimiza esse fluxo. Na prática, prazos de acabamento que levavam de cinco a sete dias podem ser reduzidos para cerca de dois dias, abrangendo tanto o Level 4 (focado em juntas) quanto o Level 5 (aplicado em toda a superfície). De acordo com a empresa, a solução pode encurtar os cronogramas em até 60% e reduzir a demanda de mão de obra em aproximadamente 40%.

Para viabilizar a operação em canteiros de obras — ambientes dinâmicos e irregulares, diferentemente de fábricas —, a Canvas integrou sensores que permitem ao robô detectar o local e iniciar a atividade sem a necessidade de mapeamentos prévios detalhados. A escolha do cobot UR10e justifica-se pela relação entre leveza e força, permitindo que a plataforma alcance alturas superiores a 15 pés com estabilidade. Além disso, o controle de força nativo do braço robótico garante a precisão necessária para manipular o composto de drywall, material sensível a riscos.

A automação visa mitigar problemas ergonômicos, visto que um em cada quatro profissionais da construção desenvolve doenças musculoesqueléticas devido a esforços repetitivos. O modelo proposto não elimina o trabalhador, mas reorganiza suas funções: o esforço físico pesado é assumido pela máquina, enquanto os profissionais passam a atuar na coordenação, planejamento e execução de áreas complexas. Essa abordagem foi fundamental para a aceitação da tecnologia junto a sindicatos, posicionando o robô como uma ferramenta de bem-estar e produtividade.

O desenvolvimento da plataforma foi acelerado pela abertura do software da Universal Robots, que permitiu a personalização de controles e acesso a dados de sensores, levando a empresa a realizar seu primeiro trabalho apenas dois meses após a aquisição do primeiro cobot.

A iniciativa surge em um contexto de escassez de profissionais e envelhecimento da força de trabalho no setor. A Canvas planeja expandir a tecnologia para robôs que alcancem mais de 20 pés, visando aumentar a segurança em áreas elevadas, e projeta a aplicação do sistema em serviços de pintura, aproveitando a capacidade de pulverização já existente.

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