Uso de inteligência artificial em currículos aumenta as chances de contratação segundo estudo
O uso de inteligência artificial na redação de currículos amplia as chances de contratação, segundo estudo com quase 2.300 documentos de 24 perfis profissionais. A pesquisa utilizou nove modelos de linguagem para reescrever o primeiro parágrafo de perfis redigidos por humanos
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A utilização de inteligência artificial na elaboração de currículos tornou-se um fator determinante para aumentar as chances de contratação, contrariando recomendações anteriores de especialistas em recursos humanos que sugeriam a manutenção de um tom natural para destacar candidatos.
Essa tendência ocorre mesmo diante de restrições impostas por grandes empresas, como Amazon e Anthropic. Esta última justifica a proibição do uso da tecnologia durante o processo seletivo com o objetivo de avaliar as habilidades de comunicação dos candidatos sem auxílio externo. A exigência gera um paradoxo, já que as próprias organizações utilizam sistemas de IA para filtrar currículos e conduzir entrevistas.
A eficácia da ferramenta foi comprovada por um estudo conduzido por três pesquisadores, que analisaram o impacto da tecnologia em processos de seleção. Para a análise, foram coletados quase 2.300 currículos de 24 perfis profissionais distintos, abrangendo áreas como engenharia, educação e gastronomia.
A metodologia consistiu em utilizar nove modelos de linguagem diferentes, incluindo LLaMA, Mistral e GPT, para reescrever exclusivamente o primeiro parágrafo do perfil profissional de documentos originalmente redigidos por humanos. O experimento comparou a avaliação de currículos inteiramente manuais contra versões em que apenas o parágrafo inicial havia sido processado por IA, mantendo-se o restante do conteúdo original.