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Vertical Aerospace inicia testes com segundo protótipo de táxi aéreo para acelerar certificação do Valo

17 de Junho de 2026 às 06:49

A Vertical Aerospace realizou, em 5 de junho de 2026, o primeiro voo do segundo protótipo do eVTOL Valo no Reino Unido. A operação visa acelerar a certificação da aeronave para a implementação de uma frota de táxis aéreos em 2028

Vertical Aerospace inicia testes com segundo protótipo de táxi aéreo para acelerar certificação do Valo
Vertical Aerospace

A Vertical Aerospace ampliou sua capacidade de testes em voo ao decolar, em 5 de junho de 2026, o segundo protótipo completo do Valo. A operação, realizada pelo piloto Paul Stone no Centro de Testes da empresa no Reino Unido, ocorreu após a Autoridade de Aviação Civil (CAA) emitir o "Permit to Fly", documento concedido após a conclusão de rigorosas avaliações em solo.

Com dois aparelhos operando simultaneamente, a companhia dobra a velocidade de aprendizado em condições reais, acelerando o processo de certificação para a implementação de uma frota de táxis aéreos prevista para 2028. Enquanto o primeiro protótipo já superou as fases de voo com empuxo, voo com asa e a transição completa entre esses modos, a nova unidade inicia agora esse ciclo sequencial do zero.

O Valo é um eVTOL (aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical) equipado com oito rotores elétricos. Quatro deles ficam fixos na cauda e se dobram durante o trajeto, enquanto os quatro frontais inclinam-se 90 graus. Essa mudança permite que a aeronave deixe de gerar apenas sustentação para gerar empuxo quando as asas assumem o controle, em uma velocidade aproximada de 148 km/h (80 nós). Para gerenciar essa transição aerodinâmica, a aeronave utiliza sistemas fly-by-wire da Honeywell, que substituem controles mecânicos por sinais eletrônicos.

Em termos de desempenho, o modelo é projetado para transportar um piloto e quatro passageiros a uma velocidade de 241 km/h, com autonomia de até 161 quilômetros. A demanda pelo modelo já soma cerca de 1.500 pedidos antecipados em quatro continentes, com clientes como Bristow, Japan Airlines e American Airlines.

O novo protótipo é a última unidade a ser testada antes da Revisão de Design Crítico (CDR), etapa que definirá o design base para a certificação e permitirá o início da montagem do primeiro avião de pré-produção. Após concluir as fases de teste na configuração elétrica, a Vertical planeja transformar este segundo protótipo em um banco de testes para uma versão híbrida elétrica, visando aplicações de maior carga e alcance nos setores de logística, defesa e transporte comercial.

O desenvolvimento do Valo insere-se em um cenário de alta complexidade técnica, onde a tentativa de unir a flexibilidade de helicópteros à eficiência de aviões de asa fixa historicamente resultou em atrasos e acidentes, como observado nos programas do Harrier, do Bell Boeing V-22 Osprey e do F-35, além do projeto SPRINT da DARPA.

Paralelamente, outras abordagens surgem no setor, como a da Pterodynamics, com a aeronave Transwing. Diferente do Valo, esse modelo inclina as asas inteiras em vez de apenas os motores, mantendo a carga na horizontal e permitindo a escalabilidade desde drones de 3 kg até aviões comerciais de 35.000 kg. Em maio de 2026, a Real Armada Australiana contratou drones P4 Transwing para logística marítima autônoma, com previsão de modelos P5 maiores a partir de 2027, embora a tecnologia ainda não tenha atingido a fase de voo controlado em que a Vertical Aerospace se encontra.

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