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Vivaldi surge como alternativa de navegador que desativa nativamente as funções de inteligência artificial

24 de Maio de 2026 às 06:40

O navegador Vivaldi desativa nativamente funções de inteligência artificial e bloqueia a coleta de dados para treinamento de modelos. Outras opções como Waterfox e Librewolf focam em privacidade, enquanto Chrome, Edge, Firefox, Safari e Opera exigem ajustes manuais para remover a IA. Buscadores como DuckDuckGo, Brave, Metacrawler e DogPile permitem ocultar resultados sintéticos

Vivaldi surge como alternativa de navegador que desativa nativamente as funções de inteligência artificial
Elegir un navegador sin IA en plena fiebre de la IA puede ser la opción más sensata.

A onipresença da inteligência artificial (IA) tornou-se a estratégia central das grandes empresas de tecnologia, que integraram a ferramenta a quase todos os seus processos para evitar a obsolescência. Nos navegadores de internet, essa tendência evoluiu de simples botões de chatbots para resumos automáticos e assistentes onipresentes que sugerem ações sem a solicitação do usuário, muitas vezes priorizando conteúdos sintéticos em detrimento de links originais e fontes confiáveis.

Nesse cenário, o Vivaldi surge como uma alternativa radical para quem busca a ausência de IA. Baseado no Chromium e liderado por Jon Stephenson von Tetzchner — ex-CEO da Opera —, o navegador desativa nativamente resumos automáticos, resultados sintéticos e chatbots. A ferramenta bloqueia a coleta de dados por sistemas de IA, impedindo que as atividades de navegação sejam enviadas a empresas como Google ou OpenAI para treinamento de modelos de linguagem. Apesar disso, o usuário mantém a liberdade de acessar IAs como ChatGPT, Claude, Copilot ou Gemini via web ou extensões. O Vivaldi também se destaca pela alta personalização da interface e a integração de VPN (via ProtonVPN), leitor de RSS, cliente Mastodon e gerenciador de e-mails.

Para usuários que priorizam a privacidade extrema e a ausência de telemetria, o Waterfox e o Librewolf, ambos derivados do Firefox, são as opções recomendadas. O Librewolf inclui bloqueador de conteúdo nativo, enquanto o Waterfox oferece criptografia de DNS e a possibilidade de abrir abas em janelas principais, ambos bloqueando pop-ups e a personalização de anúncios.

Já nos navegadores mais populares, a remoção da IA exige ajustes manuais, variando conforme a plataforma:

No Google Chrome, a empresa implementou o download automático de um arquivo de 4 GB chamado "weights.bin" — uma versão compacta do modelo Gemini — para acelerar funções como assistente de escrita e resumos de abas. Para eliminar esse arquivo, é necessário desativar a opção "IA no dispositivo" em configurações de sistema. Outras funções de IA podem ser desativadas acessando "chrome://flags" e desabilitando os serviços relacionados.

No Microsoft Edge, a integração é mais profunda. A Microsoft removeu o modo Copilot para torná-lo parte integrante do navegador, impossibilitando sua desativação completa. O sistema agora analisa textos, compara abas e traduz páginas com base no histórico de navegação do usuário.

No Firefox, a Mozilla introduziu recentemente um controle unificado em "Configurações/Controles de IA", permitindo bloquear todas as melhorias de IA generativa, como sugestões de abas e resumos. No Safari, a IA está vinculada ao Apple Intelligence e pode ser desligada no menu geral do dispositivo. No Opera, a IA Aria pode ser desativada individualmente através do menu de configurações.

É importante notar que a desativação de funções do navegador não remove os resumos de IA dos mecanismos de busca. No Google Gemini, por exemplo, a remoção definitiva de resultados sintéticos nas buscas não é possível, restando ao usuário utilizar a aba "Web" para retornar aos resultados tradicionais.

Para eliminar a IA das buscas de forma efetiva, a alternativa é migrar para mecanismos de busca específicos. O DuckDuckGo e o Brave permitem ocultar resultados gerados por IA em suas configurações. Já os metabuscadores Metacrawler e DogPile oferecem uma experiência minimalista, compilando links de diversos motores de busca sem a interferência de conteúdos sintéticos.

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