V.tal anuncia criação de cabo submarino para interligar o Brasil aos Estados Unidos
A V.tal anunciou a criação do cabo submarino Synapse, de 9.700 quilômetros, para conectar Nova Jersey, Estados Unidos, a São Paulo e Fortaleza. O projeto prevê 16 pares de fibra óptica, com início de obras no segundo semestre de 2026 e operação entre 2029 e 2030

A V.tal anunciou, em 20 de janeiro de 2026, a criação do Synapse, um novo cabo submarino de fibra óptica projetado para interligar o Brasil aos Estados Unidos. Com extensão aproximada de 9.700 quilômetros, a infraestrutura partirá de Tuckerton, em Nova Jersey, com destino ao litoral paulista e posterior conexão terrestre até a cidade de São Paulo.
O projeto prevê a instalação de 16 pares de fibra óptica com arquitetura de nova geração e circuitos de alta velocidade, visando ampliar a capacidade de tráfego digital em uma das rotas mais importantes da América Latina. A obra deve ser iniciada no segundo semestre de 2026, com previsão de operação entre 2029 e 2030, condicionada a etapas técnicas, ambientais e regulatórias.
Um ponto estratégico do sistema é a inclusão de uma Branching Unit, unidade de ramificação que permitirá levar a infraestrutura até Fortaleza. Essa extensão, de cerca de 460 quilômetros, conectará o cabo ao Mega Lobster, data center da Tecto inaugurado em 23 de outubro de 2025 na Praia do Futuro. A unidade cearense, que demandou investimento de R$ 550 milhões, possui área de 13 mil m² e potência instalada de 20 MW, focando em baixa latência e alta capacidade de processamento e armazenamento.
A relevância de Fortaleza como hub digital do Atlântico é reforçada por expansões recentes. Em maio de 2026, a Tecto planejou ampliar a capacidade de TI do Mega Lobster de 3 MW para 6 MW, com um aporte estimado em US$ 30 milhões.
A implementação do Synapse responde ao crescimento acelerado da demanda por serviços de nuvem, inteligência artificial, streaming, redes sociais, games online, bancos digitais e plataformas corporativas. Na prática, a nova rota oferece maior redundância e capacidade internacional, o que reduz gargalos e torna as conexões mais estáveis, especialmente em serviços que dependem de servidores estrangeiros.
Embora a infraestrutura não garanta automaticamente o aumento da velocidade nos planos residenciais de internet — fator que depende de provedores e operadoras —, a ampliação da malha de cabos torna a rede brasileira mais resiliente e preparada para picos de consumo e aplicações de alta carga de dados.