Xiaomi desenvolve braço robótico para carregamento automático de veículos elétricos sem intervenção humana
A Xiaomi desenvolveu um braço robótico para carregamento automático de veículos elétricos com precisão submilimétrica. As primeiras unidades serão entregues no terceiro trimestre, com comercialização geral prevista para o quarto trimestre de 2026
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A Xiaomi desenvolveu um braço robótico para carregamento automático de veículos elétricos, concretizando a automação total da conexão entre a fonte de energia e o carro sem a necessidade de intervenção humana. O dispositivo, que já teve a produção em série preparada, será integrado ao ecossistema "Humano-Carro-Casa" da fabricante chinesa. As primeiras unidades devem ser entregues no terceiro trimestre, com a comercialização geral programada para o quarto trimestre de 2026. O fundador da empresa, Lei Jun, confirmou que o sistema já opera em garagens privadas para fins de teste.
O funcionamento do equipamento baseia-se em um sistema de posicionamento visual via inteligência artificial, que garante precisão submilimétrica no encaixe do conector. Com uma estrutura vertical de menos de 152 milímetros de largura, o design foi projetado para otimizar o espaço em estacionamentos comerciais e garagens residenciais reduzidas. A operação ocorre por meio de comandos diretos enviados ao veículo, que abre digitalmente a tampa do conector antes da inserção do braço mecânico.
O ciclo de energia é gerenciado de forma independente: o processo inicia-se automaticamente após o estacionamento do carro e termina com a retirada do conector assim que a bateria atinge o nível programado. O usuário também possui a opção de iniciar o carregamento remotamente via smartphone ou controlar o dispositivo através da rede de conectividade doméstica da Xiaomi.
Apesar do anúncio, a empresa não divulgou o preço de venda nem a compatibilidade do sistema com veículos de outras marcas. Também permanece incerto se o braço robótico atua como uma fonte de alimentação autônoma ou se depende de um carregador externo, como as opções de 7 e 11 quilowatts já presentes no catálogo da marca.
A solução da Xiaomi materializa um conceito que a Tesla tentou desenvolver a partir de 2014. Na época, Elon Musk prometeu um carregador de metal sólido que se conectaria automaticamente aos veículos, incluindo os modelos S já existentes. Embora a Tesla tenha apresentado um protótipo em 2015 e mantido o projeto nos planos até 2020, a iniciativa foi posteriormente descartada.
Lars Moravy, vice-presidente de engenharia de veículos da Tesla, justificou o abandono da tecnologia por considerá-la supérflua, argumentando que a inserção manual do cabo é irrelevante diante do tempo que os motoristas passam fora do carro em carregamentos públicos. Além disso, a Tesla identificou vulnerabilidades mecânicas no funcionamento de braços articulados em condições de neve e gelo, optando por focar no desenvolvimento do carregamento sem fio para o Cybercab.
O descarte do braço robótico soma-se a outras metas não atingidas pela fabricante americana, como a promessa de um milhão de táxis autônomos para 2020 e a entrega da condução totalmente autônoma em 2018 — tecnologia que, atualmente, opera em fase beta e exige supervisão humana. O Tesla Roadster de segunda geração, apresentado em 2017 com previsão de fabricação para 2020, também acumula sucessivos adiamentos, com perspectivas de lançamento apenas entre 2027 e 2028.