Tecnologia

Xiaomi investirá 28 bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento nos próximos cinco anos

21 de Maio de 2026 às 18:11

A Xiaomi investirá 200 bilhões de yuan em pesquisa e desenvolvimento nos próximos cinco anos, com foco em chips personalizados. A empresa lançará o XRING 03 no final deste ano, utilizando a tecnologia de 3nm da TSMC e designs da ARM

Xiaomi investirá 28 bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento nos próximos cinco anos
wccftech.com

A Xiaomi planeja investir 200 bilhões de yuan (cerca de 28 bilhões de dólares) em pesquisa e desenvolvimento nos próximos cinco anos. O montante, que será distribuído entre diversas áreas, visa consolidar a presença da fabricante chinesa no mercado de chips personalizados para smartphones, permitindo que a empresa dispute espaço com players como Qualcomm e MediaTek.

O próximo passo dessa estratégia é o lançamento do XRING 03, previsto para o final deste ano, conforme anunciado pelo presidente do grupo, Lu Weibing. Para este novo componente, a companhia optou por manter o nó de 3nm 'N3P' da TSMC, desistindo da migração para o processo de 2nm. A decisão visa reduzir os custos elevados de design, prototipagem e produção em massa, que demandariam milhões de dólares antes mesmo do envio dos aparelhos ao mercado. Para otimizar a viabilidade financeira, o XRING 03 deve utilizar designs de CPU e GPU da ARM.

A movimentação ocorre após um ciclo de cinco anos em que a Xiaomi investiu 105,5 bilhões de yuan (aproximadamente 14,77 bilhões de dólares) em setores que incluem modelos de linguagem de grande escala (LLMs), eletrodomésticos, automóveis e semicondutores. Esse aporte resultou em uma receita de 64,02 bilhões de dólares.

Embora a produção de um milhão de unidades do XRING 01 seja pequena diante do volume de seus concorrentes, a empresa projeta a evolução gradual de seu ecossistema. A transição para a tecnologia de 2nm e o desenvolvimento de núcleos de CPU personalizados, similar ao que a Qualcomm implementou na série Oryon, são metas previstas para os próximos anos, dado a complexidade técnica e o alto custo de projetar núcleos internos.

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