Brasil encerra atividades de hospital de campanha que realizou quase 2.700 atendimentos na Venezuela
O governo brasileiro desmobilizou o hospital de campanha na Venezuela, administrado pela Marinha do Brasil, após realizar 2.695 atendimentos a vítimas de terremotos. A operação focou em clínica geral, ortopedia, pediatria, saúde mental e cirurgias. A unidade integrou o auxílio humanitário internacional após sismos que causaram mais de 5,2 mil mortes

O governo brasileiro encerrou as atividades do hospital de campanha instalado na Venezuela, unidade mobilizada para prestar assistência às vítimas de terremotos que atingiram o país vizinho no final de junho. Sob a administração da Marinha do Brasil, a estrutura realizou um total de 2.695 atendimentos antes de sua desmobilização.
Assistência médica e especialidades
A operação brasileira concentrou a maior parte de sua demanda em clínica geral, com 1.764 intervenções para tratar quadros de desidratação, pressão alta, náuseas e cefaleia. O suporte especializado incluiu:
- Ortopedia: 356 atendimentos voltados a traumatologias, lesões e dores musculares ou articulares;
- Pediatria: 303 atendimentos;
- Saúde mental: 257 suportes psicossociais para casos de estresse agudo;
- Cirurgias: 15 procedimentos realizados.
Contexto do desastre natural
A mobilização ocorreu após a ocorrência de dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter no dia 24 de junho. Os tremores, classificados como muito destrutivos, aconteceram com menos de um minuto de diferença, provocando milhares de desabamentos, especialmente em Caracas e La Guaíra.
A última contagem oficial registrou mais de 5,2 mil mortos. Diante da magnitude da catástrofe, a Venezuela recebeu auxílio humanitário internacional, incluindo o envio de alimentos, medicamentos, equipamentos e equipes de resgate de nações como China, Estados Unidos, México, Reino Unido e Brasil.