Brasil

Cuba busca reduzir impactos crise energética com ajuda de painéis solares

18 de Março de 2026 às 09:12

Cuba enfrenta crise energética por causa da escassez de combustível e pressão externa. A ilha sofre com apagões diários e períodos prolongados em centrais termoelétricas, que operam perto do limite há anos. Força aeronaval cubana mobiliza cerca de mil painéis solares para manter serviços essenciais funcionando em locais estratégicos como hospitais e escolas

Cuba enfrenta crise energética agravada por escassez de combustível e pressão externa. A ilha está sobrecarregada com apagões diários e períodos prolongados em centrais termoelétricas, que operam perto do limite há anos. A mobilização para enviar cerca de mil painéis solares ao país é uma tentativa prática de manter serviços essenciais funcionando. O objetivo principal não é resolver a crise estrutural, mas reduzir danos em locais estratégicos como hospitais e escolas, onde a falta de eletricidade tem consequências imediatas. A dependência do combustível fóssil é um dos principais problemas. Cerca de 80% da energia gerada vem das termoelétricas alimentadas por petróleo, o que torna Cuba vulnerável às interrupções na cadeia de suprimento. O agravamento da crise está relacionado à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e ao bloqueio dos Estados Unidos. A Venezuela era um importante fornecedor de combustível para Cuba antes disso. A mobilização associa o envio de painéis solares com uma espécie de "ponte" temporária até que a estabilidade elétrica seja alcançada, especialmente em ambientes onde refrigeração e equipamentos dependem diretamente da eletricidade.

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