Avispa asiática ameaça a apicultura e a polinização devido ao seu comportamento invasor
A Vespa velutina, espécie invasora que atinge o pico de atividade entre agosto e outubro, prejudica a apicultura e a polinização ao predar abelhas. Seus ninhos secundários podem chegar a 80 centímetros de diâmetro e as picadas do inseto causam inflamações e reações alérgicas em humanos
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A expansão da Vespa velutina, popularmente chamada de avispa asiática, tem consolidado a espécie como uma das invasoras mais críticas em ecossistemas rurais, florestais e urbanos. A capacidade de adaptação do inseto permite que ele se estabeleça em jardins, margens de rios e áreas próximas a apiários, onde encontra os recursos necessários para a sobrevivência e reprodução.
Ciclo de vida e colonização
O desenvolvimento de cada colônia inicia-se na primavera, quando uma rainha fértil deixa seu abrigo invernal para construir um ninho primário de pequeno porte. Após a eclosão das primeiras larvas, as operárias assumem a responsabilidade pela coleta de alimento e a ampliação da estrutura.
A fase mais crítica ocorre na transição para o ninho secundário. Localizadas em fendas protegidas, beirais, telhados ou galhos de árvores, essas estruturas são compostas por fibras vegetais prensadas. Tais ninhos podem atingir 80 centímetros de diâmetro e abrigar milhares de indivíduos durante o verão, permanecendo frequentemente invisíveis sob a vegetação até que alcancem dimensões consideráveis.
Características físicas e comportamento
A espécie apresenta um padrão visual distinto: tórax preto, pernas com base escura e extremidades amareladas, além de uma faixa amarela-laranja no abdômen. Em termos de dimensão, as operárias variam entre 17 e 26 mm, enquanto as rainhas, responsáveis por fundar novas colônias, possuem corpos mais volumosos e podem ultrapassar os 30 mm.
O pico de atividade ocorre entre agosto e outubro, período de máxima expansão populacional e intensificação da coleta de alimentos. Durante esse intervalo, a defesa do ninho torna-se mais agressiva, e as operárias reagem a ruídos, vibrações ou movimentos próximos. Atividades rotineiras, como a limpeza de telhados e a poda de jardins, podem desencadear ataques caso haja uma colônia oculta no local.
Impactos ecológicos e riscos à saúde
A presença da Vespa velutina gera um desequilíbrio ecológico severo, especialmente para a apicultura. As operárias capturam abelhas melíferas e outros insetos para alimentar as larvas, o que reduz a produtividade das colmeias e compromete a polinização. Uma única colônia de avispas é capaz de depredar milhares de abelhas ao longo de uma temporada.
Para os seres humanos, as picadas podem provocar inflamação intensa, dor e reações alérgicas graves em indivíduos sensíveis. Devido aos riscos, a orientação é que ninhos localizados em árvores ou estruturas elevadas não sejam manipulados ou removidos sem equipamentos adequados, sendo fundamental a comunicação imediata aos serviços especializados para o controle da espécie.