Ciência

Esqueleto de Tiranossauro rex é vendido por 50,1 milhões de dólares e bate recorde global

14 de Julho de 2026 às 15:10

Um esqueleto de Tiranossauro rex, chamado Gus, foi vendido por US$ 50,1 milhões em leilão na Sotheby's, em Nova York. O valor é o novo recorde global para venda de fósseis. O espécime, encontrado na Dakota do Sul, possui 11,6 metros de comprimento e 183 ossos preservados

Esqueleto de Tiranossauro rex é vendido por 50,1 milhões de dólares e bate recorde global
Matthew Sherman/Sotheby's via AP

Um esqueleto de Tiranossauro rex, apelidado de Gus, foi arrematado por US$ 50,1 milhões (aproximadamente R$ 255 milhões) em leilão realizado nesta terça-feira (14), na Sotheby's, em Nova York. O montante estabelece um novo recorde global para a venda de fósseis, superando a marca de US$ 44,6 milhões do estegossauro Apex, atingida em 2024, e os US$ 31,8 milhões do Tiranossauro Stan, registrados em 2020.

O comprador efetuou a oferta via telefone e permanece com a identidade preservada. Devido ao sigilo sobre quem adquiriu a peça, não há confirmação se o esqueleto será destinado a um museu ou permanecerá em uma coleção particular.

Características do espécime

O animal viveu há cerca de 67 milhões de anos e se destaca pelas dimensões: possui 11,6 metros de comprimento e 3,8 metros de altura, posicionando-o entre os maiores exemplares da espécie já catalogados. A estrutura preserva 183 ossos fossilizados, o que representa cerca de 61% do esqueleto original e entre 75% e 80% de sua massa óssea.

A análise do fóssil revela evidências de sobrevivência a traumas físicos. O crânio apresenta marcas de mordidas e as costelas possuem fraturas que foram cicatrizadas ao longo da vida do dinossauro.

Origem e legislação

Os fósseis foram localizados em um rancho na Dakota do Sul, nos Estados Unidos. O processo de recuperação ocorreu entre 2021 e 2023, seguido por três anos de preparação técnica para a montagem da exposição.

A comercialização do exemplar é permitida pela legislação dos Estados Unidos, que autoriza a venda de fósseis encontrados em propriedades privadas. No Brasil, a regra é distinta: esse tipo de patrimônio pertence à União, sendo proibida a sua venda.

Existe a preocupação de que a aquisição por colecionadores privados limite o acesso de pesquisadores e do público geral ao material científico do fóssil.

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