Ciência

Estudo sugere que cabelo branco pode ser resposta celular a danos no DNA

30 de Março de 2026 às 15:20

Um estudo publicado na revista Nature Cell Biology sugere que as causas do cabelo branco podem estar associadas a um mecanismo de proteção celular. A equipe da Universidade de Tóquio descobriu que células-tronco dos melanócitos mudam seu comportamento para evitar tumores em resposta ao estresse genético, levando à perda da cor do cabelo. O estudo pode ter implicações significativas na compreensão da relação entre envelhecimento e controle do dano genético

Estudo sugere que cabelo branco pode ser resposta celular a danos no DNA
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Cabelo Branco: Uma Resposta Celular ao Estresse Genético?

Um recente estudo publicado na revista Nature Cell Biology sugere que as causas do cabelo branco podem estar associadas a um mecanismo de proteção celular. A equipe da Universidade de Tóquio descobriu que, quando o organismo detecta danos no DNA das células-tronco dos melanócitos, elas mudam seu comportamento para evitar o desenvolvimento de tumores.

De acordo com a pesquisa, essas células modificam sua capacidade de se dividir e diferenciar-se em resposta ao estresse genético. Em casos graves, as células podem entrar em um estado de senescência, esgotando permanentemente seu armazenamento de pigmento e levando à perda da cor do cabelo.

No entanto, essa via protetora também pode ser interrompida por certos carcinógenos ou radiações UVB. Nesses casos, as células danificadas podem continuar se dividindo, aumentando o risco de evolução para o melanoma.

A pesquisa sugere que a presença do ligante KIT no microambiente do folículo também pode influenciar essa bifurcação celular. Quando presente, ele é capaz de inibir a via protetora e permitir que as células danificadas continuem se dividindo.

O estudo coloca o cabelo branco como um possível indicativo de que o organismo priorizou a eliminação de células comprometidas. Embora ainda seja necessário confirmar esses processos em folículos humanos, essa descoberta abre uma via para compreender melhor como o envelhecimento, a pigmentação e o controle do dano genético estão relacionados.

A pesquisadora Emi Nishimura afirma que "esse comportamento é regulado pelo eixo molecular p53–p21" e explica por que as células podem optar pela senescência em vez de continuar se dividindo. A pesquisa também destaca a importância do microambiente no folículo para determinar o resultado final.

Essa descoberta pode ter implicações significativas na compreensão da relação entre envelhecimento, pigmentação e controle do dano genético. Além disso, abre uma via para explorar novas estratégias de prevenção e tratamento de doenças relacionadas ao melanoma.

Com informações de El Confidencial

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