Economia

Amazon Leo prevê início da operação comercial de internet via satélite para meados de 2026

11 de Abril de 2026 às 15:06

A Amazon prevê iniciar a operação comercial do projeto de internet via satélite Leo em meados de 2026. A empresa foca no mercado corporativo e institucional, mas solicita prorrogação à FCC para cumprir a meta de lançar 1.618 satélites até julho de 2026

O Amazon Leo tem previsão de iniciar sua operação comercial em meados de 2026, conforme anunciado pelo CEO Andy Jassy em carta aos acionistas no dia 10 de abril de 2026. O projeto visa disputar o mercado global de internet via satélite, focando em alta performance e integração com a AWS (Amazon Web Services). A expectativa é que o serviço ofereça o dobro de capacidade de downlink e de seis a oito vezes mais uplink que as alternativas concorrentes, com custos reduzidos.

A estratégia da companhia prioriza a conectividade corporativa e institucional, permitindo que governos e empresas transitem dados entre a rede orbital e serviços de inteligência artificial, análise e armazenamento em nuvem. A infraestrutura contará com estações terrestres, fibra, pontos de conexão e enlaces ópticos de alta velocidade, atendendo setores de aviação, transporte, operações governamentais e missões críticas.

Apesar da meta comercial, a Amazon enfrenta desafios regulatórios nos Estados Unidos. A FCC exige que a empresa coloque em operação 1.618 satélites — metade da constelação autorizada de 3.236 unidades — até 30 de julho de 2026. Devido a atrasos, a companhia já solicitou a prorrogação desse prazo ao órgão regulador. O cronograma operacional teve início apenas em abril de 2025, com o lançamento dos primeiros 27 satélites de produção, ocorrendo com mais de um ano de atraso em relação ao planejamento original.

Diferente da SpaceX, a Amazon depende de terceiros para o transporte de sua carga espacial. A implantação em larga escala envolve mais de 80 missões contratadas com United Launch Alliance, SpaceX, Blue Origin e Arianespace. Para acelerar esse ritmo e reduzir gargalos logísticos, a empresa aposta no New Glenn, foguete da Blue Origin que atingiu a órbita em 16 de janeiro de 2025 e passará a sustentar missões do sistema.

Mesmo antes do lançamento oficial, o projeto já possui compromissos de receita com a NASA, National Broadband Network da Austrália, Vodafone, AT&T, DIRECTV Latin America e companhias aéreas. A Delta Air Lines, por exemplo, planeja implementar o Wi-Fi de bordo do Amazon Leo em 500 aeronaves a partir de 2028. O movimento busca consolidar a presença da Amazon em nichos de alto valor agregado para enfrentar a escala já estabelecida pela Starlink.

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