Economia

Banco Central libera R$ 30 bilhões para os bancos com medida de descontagem antecipada

04 de Março de 2026 às 06:39

Banco Central autorizou os bancos a descontarem valores antecipados ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), liberando cerca de R$ 30 bilhões. A medida visa recompor o patrimônio do FGC e manter a confiança no sistema financeiro, equilibrando dois objetivos: fortalecer o fundo que protege os clientes dos bancos e evitar aperto de liquidez

Bancos podem liberar R$ 30 bilhões com medida do Banco Central
O Banco Central (BC) aprovou uma resolução que autoriza os bancos a descontarem valores antecipados ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), dinheiro parado no BC. Com isso, cerca de R$ 30 bilhões podem ser liberados para os bancos este ano.

A medida visa recompor o patrimônio do FGC e manter a confiança no sistema financeiro. O fundo é responsável por devolver até R$ 250 mil em investimentos por instituição liquidada e R$ 1 milhão por correntista a cada quatro anos.

Os bancos são obrigados a manter parte do dinheiro dos clientes depositado no BC, chamado de reserva obrigatória. Com a nova regra, o valor antecipado ao FGC pode ser abatido dessa reserva. Isso significa que os bancos podem compensar uma obrigação com outra sem reduzir a quantidade de dinheiro em circulação na economia.

O Banco Central estima que essa medida possa resultar na liberação de até R$ 30 bilhões este ano, valor que pode ser usado pelos bancos para concessão de crédito ou outras operações. O compulsório será recomposto gradualmente, mês a mês, conforme vencerem as parcelas antecipadas ao FGC.

A decisão do BC busca equilibrar dois objetivos: fortalecer o fundo que protege os clientes dos bancos e evitar aperto de liquidez no sistema financeiro. Com isso, os bancos terão mais flexibilidade para operar sem reduzir a quantidade de dinheiro disponível no sistema bancário.

Os dados mostram que essa medida pode ser benéfica tanto para as instituições financeiras quanto para a economia como um todo. Além disso, o BC garante que a estabilidade do crédito e da confiança nos bancos serão mantidas com essa nova regra.

Com informações de Agência Brasil

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