Banco Central registra saldo negativo recorde de US$ 8,360 bilhões no déficit das contas externas do Brasil
O Banco Central divulgou que as contas externas do Brasil apresentaram um saldo negativo recorde de US$ 8,360 bilhões em janeiro. O déficit é resultado da alta de US$ 2,1 bilhões no superávit comercial e da desaceleração econômica que diminuiu importações. As reservas internacionais atingiram US$ 364,367 bilhões no mês passado
O Banco Central divulgou que as contas externas do Brasil apresentaram um saldo negativo recorde em janeiro deste ano. De acordo com os dados oficiais, o déficit alcançou a marca de US$ 8,360 bilhões.
A redução no déficit é resultado da alta de US$ 2,1 bilhões no superávit comercial. O chefe do Departamento de Estatísticas do BC explicou que essa melhora se deve à desaceleração da atividade econômica e a consequente diminuição das importações.
A comparação com o mesmo período em 2025 mostra uma redução significativa no déficit, chegando a US$ 9,809 bilhões. Além disso, nos últimos doze meses encerrados em janeiro deste ano, as transações correntes apresentaram um resultado negativo de US$ 67,551 bilhões.
O Banco Central destaca que o déficit externo está sendo financiado por investimentos diretos no país (IDP), que somam US$ 8,168 bilhões em janeiro deste ano. Essa fonte de recursos é considerada a mais solida e confiável para cobrir os déficits.
Os resultados também mostraram um aumento nos investimentos em carteira no mercado doméstico, com entrada líquida de US$ 8,867 bilhões em janeiro. Além disso, o estoque de reservas internacionais atingiu a marca de US$ 364,367 bilhões.
A balança comercial apresentou um superávit de US$ 3,516 bilhões no mês passado e as exportações totais alcançaram US$ 25.282 bilhões. O déficit na conta de serviços foi reduzido em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo US$ 3.972 bilhões.
É importante notar que o déficit primário em renda apresentou um aumento significativo, chegando a US$ 8.312 bilhões no mês passado. Contudo, os investimentos diretos e as reservas internacionais permanecem como pilares sólidos da economia brasileira.
A redução do déficit externo é considerada positiva pelo Banco Central, que destaca a importância dos IDP para financiar o saldo negativo das contas correntes. Além disso, os investimentos em carteira no mercado doméstico e as reservas internacionais também apresentaram resultados favoráveis.
Ainda assim, é preciso observar que alguns indicadores ainda mostram déficits significativos nas transações comerciais do país. É importante monitorar esses dados para entender melhor a evolução da economia brasileira em relação às contas externas e ao mercado internacional.