Economia

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico antecipa geração de 1,8 GW de energia adicionais

23 de Julho de 2026 às 07:12

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico aprovou a antecipação de 1,8 GW de energia de cinco empresas vencedoras de leilões de reserva. A medida vigora a partir de 1º de setembro para aumentar a segurança do sistema entre 2026 e 2027

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico antecipa geração de 1,8 GW de energia adicionais
© TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22), a antecipação da geração de 1,8 GW de energia adicionais. O volume provém de cinco empresas que venceram os leilões de reserva de capacidade, realizados em março deste ano, nos quais foram contratados 2,2 GW.

A medida passa a vigorar em 1º de setembro com o objetivo de robustecer a segurança do sistema elétrico brasileiro entre 2026 e o início de 2027.

Fatores de risco e custos operacionais

A decisão do Ministério de Minas e Energia fundamenta-se na necessidade de mitigar os impactos do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, além de considerar as incertezas geopolíticas decorrentes de conflitos globais, que podem elevar os preços dos combustíveis.

A estratégia visa evitar a dependência de usinas sem contrato (merchant). De acordo com estudos do ministério, a utilização dessas plantas para suprir a carga elétrica gera um custo, no mínimo, 25% superior ao de usinas contratadas via leilões.

Impactos climáticos e previsões

A National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) estima que haja 81% de probabilidade de o El Niño atingir a categoria “muito forte” entre outubro e dezembro. Caso a previsão se confirme, este poderá ser o maior registro do fenômeno desde 1950.

O El Niño caracteriza-se pelo aquecimento da superfície do Pacífico equatorial, alterando a circulação dos ventos e o regime de chuvas. Embora a intensidade do fenômeno não garanta a ocorrência de desastres, ela amplia as chances de tempestades e calor extremo.

Os efeitos meteorológicos devem ser sentidos em diversas regiões até o fim deste ano, prolongando-se até 2027. Como exemplo de vulnerabilidade, a Europa registrou em junho a pior onda de calor de sua história, o que resultou em danos à infraestrutura, sobrecarga nos sistemas de saúde e interrupções na geração de energia.

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