Economia brasileira acelera e IBC-Br cresce 1,3% no primeiro trimestre de 2026
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) cresceu 1,3% no primeiro trimestre de 2026, segundo o Banco Central. A indústria subiu 1,3%, enquanto agropecuária e serviços avançaram 1%. No acumulado do período, o indicador registrou alta de 0,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) avançou 1,3% no primeiro trimestre de 2026, com ajuste sazonal, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (18). O resultado indica uma aceleração da economia em comparação ao quarto trimestre de 2025, período em que a expansão foi de 0,37%. Este é o segundo crescimento consecutivo do indicador, que havia registrado retração de 0,82% no terceiro trimestre de 2025, e representa a maior alta desde o terceiro trimestre de 2024, quando o índice subiu 1,42%.
A alta foi generalizada entre os setores, com a indústria liderando o desempenho ao crescer 1,3%, seguida pela agropecuária e pelos serviços, ambos com alta de 1%. No detalhamento mensal, o IBC-Br recuou 0,7% em março frente a fevereiro, revertendo a alta de 0,87% registrada no mês anterior. Já na comparação sem ajuste sazonal, o índice de março teve alta de 2,3% em relação ao mesmo mês de 2025.
No acumulado dos três primeiros meses de 2026, o indicador cresceu 0,3% comparado ao primeiro trimestre de 2025. No período de 12 meses encerrado em março, a expansão foi de 0,7%, também sem ajuste sazonal.
O cenário de aceleração ocorre em ano eleitoral, concomitante a medidas do governo federal como a isenção do Imposto de Renda para rendimentos até R$ 5 mil, a liberação do FGTS e a oferta de linhas de crédito com juros reduzidos.
Apesar do desempenho trimestral, as projeções para o fechamento de 2026 apontam desaceleração. O mercado estima um crescimento de 1,86%, valor inferior aos 2,3% registrados no ano anterior, enquanto o Banco Central projeta expansão de 1,6%. A autoridade monetária associa a redução do ritmo de crescimento à estratégia de controle inflacionário, destacando na ata da última reunião do Copom que o hiato do produto permanece positivo, indicando que a economia opera acima de seu potencial sem pressionar a inflação.
O IBC-Br serve como base para a definição da taxa básica de juros, pois um crescimento econômico mais robusto pode elevar a pressão inflacionária e dificultar a redução dos juros. Diferente do cálculo do IBGE, que considera a demanda, o índice do Banco Central baseia-se em estimativas de impostos, indústria, serviços e agropecuária. O dado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) referente ao período será publicado pelo IBGE em 29 de maio.