Endividamento das Famílias Brasileiras Alcança Recorde com 79,5% dos Lares Endividados no Início do Ano
O endividamento das famílias brasileiras atingiu 79,5% em janeiro, igualando recorde alcançado em outubro. O cartão de crédito é a forma mais presente do endividamento e o comprometimento médio das dívidas é de sete meses e meio. A parcela da renda gasta com as dívidas ocupa 29,7% do orçamento familiar
Endividamento das Famílias Brasileiras Alcança Patamar Recorde em Janeiro
O indicador que mede o percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu 79,5% no início do ano, igualando recorde alcançado em outubro. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revela que o endividamento é mais presente entre famílias com renda mensal até três salários mínimos.
De acordo com os dados da Peic, 82,5% das famílias nessa faixa de rendimento estão endividadas. Já nas famílias com renda superior a dez salários mínimos o indicador recua para 68,3%. O levantamento também identificou que o cartão de crédito é a forma mais presente do endividamento.
O comprometimento médio das dívidas é de sete meses e meio. A parcela da renda gasta com as dívidas ocupa em média 29,7% do orçamento familiar. Uma em cada cinco famílias afirma ter mais da metade dos rendimentos comprometidos com dívidas.
A CNC destaca que a inadimplência no país é um problema preocupante e está relacionada à capacidade das famílias de honrar os pagamentos. A instituição ressalta também que o índice de endividamento não é necessariamente negativo, pois pode ser uma forma de direcionar dinheiro para consumo.
A pesquisa apurou ainda que a inadimplência em janeiro foi 29,3%, marcando recuo desde outubro. O tempo médio de pagamento em atraso ficou em 64,8 dias e 12,7% das famílias disseram não ter condições de pagar dívidas atrasadas.
A alta da taxa básica de juros (Selic) está entre as principais causas do endividamento. A Selic atinge o maior patamar desde julho de 2006 e influencia as demais taxas praticadas no mercado, como os juros ao consumidor.
O economista-chefe da CNC projeta que o endividamento das famílias seguirá em alta nos próximos meses. Para a inadimplência, a estimativa é redução até encostar em 28,9% em junho. A queda da taxa Selic deve ajudar na regressão do índice de inadimplência.
A CNC destaca que o desaperto monetário pode levar tempo para ser sentido no mercado de crédito e que as famílias devem se preparar para uma taxa de juros significativamente menor a partir da segunda metade do ano.
O indicador que mede o percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu 79,5% no início do ano, igualando recorde alcançado em outubro. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revela que o endividamento é mais presente entre famílias com renda mensal até três salários mínimos.
De acordo com os dados da Peic, 82,5% das famílias nessa faixa de rendimento estão endividadas. Já nas famílias com renda superior a dez salários mínimos o indicador recua para 68,3%. O levantamento também identificou que o cartão de crédito é a forma mais presente do endividamento.
O comprometimento médio das dívidas é de sete meses e meio. A parcela da renda gasta com as dívidas ocupa em média 29,7% do orçamento familiar. Uma em cada cinco famílias afirma ter mais da metade dos rendimentos comprometidos com dívidas.
A CNC destaca que a inadimplência no país é um problema preocupante e está relacionada à capacidade das famílias de honrar os pagamentos. A instituição ressalta também que o índice de endividamento não é necessariamente negativo, pois pode ser uma forma de direcionar dinheiro para consumo.
A pesquisa apurou ainda que a inadimplência em janeiro foi 29,3%, marcando recuo desde outubro. O tempo médio de pagamento em atraso ficou em 64,8 dias e 12,7% das famílias disseram não ter condições de pagar dívidas atrasadas.
A alta da taxa básica de juros (Selic) está entre as principais causas do endividamento. A Selic atinge o maior patamar desde julho de 2006 e influencia as demais taxas praticadas no mercado, como os juros ao consumidor.
O economista-chefe da CNC projeta que o endividamento das famílias seguirá em alta nos próximos meses. Para a inadimplência, a estimativa é redução até encostar em 28,9% em junho. A queda da taxa Selic deve ajudar na regressão do índice de inadimplência.
A CNC destaca que o desaperto monetário pode levar tempo para ser sentido no mercado de crédito e que as famílias devem se preparar para uma taxa de juros significativamente menor a partir da segunda metade do ano.