Economia

Governo brasileiro aguarda definição sobre novo aumento tarifário de 12,5% imposto pelos Estados Unidos

20 de Julho de 2026 às 10:50

O governo brasileiro aguarda a definição de um aumento tarifário de 12,5% imposto pelos Estados Unidos devido a investigações sobre trabalho forçado. A gestão Lula prioriza a negociação de exceções de produtos para evitar a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica

O governo brasileiro aguarda a definição, prevista para ocorrer entre esta e a próxima semana, sobre a aplicação de um novo aumento tarifário de 12,5%. A medida é decorrente de uma investigação conduzida pelos Estados Unidos sobre a importação de mercadorias produzidas via trabalho forçado. O movimento ocorre logo após a implementação de um tarifaço de 25% na semana anterior.

Estratégia de negociação e exceções

A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prioriza a retomada das negociações com Washington para ampliar a lista de exceções de produtos brasileiros que ficariam isentos dessas novas taxas. Embora a equipe governamental considere a possibilidade de acionar a Lei da Reciprocidade Econômica — que permite elevar tarifas de importação e suspender benefícios comerciais contra países que imponham barreiras prejudiciais ao Brasil —, a preferência é pelo diálogo. A aplicação dessa lei é vista como um processo demorado.

Contexto político e diplomático

A condução do impasse evita reações radicais para impedir que o governo seja classificado como intransigente por Donald Trump e pelo senador Flávio Bolsonaro. Existe a percepção interna de que posturas abruptas poderiam ser utilizadas politicamente para alegar que a gestão atual submete a agenda eleitoral aos interesses de empresas nacionais.

Há, contudo, um ceticismo quanto à disposição dos Estados Unidos em negociar, dado o histórico recente da equipe de Trump. Além disso, integrantes do governo avaliam que:

  • Não haverá acordos concretos antes das eleições presidenciais no Brasil.
  • As ações tarifárias dos EUA podem ter o objetivo de favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro.
  • A população brasileira, em sua maioria, possui uma visão negativa de Donald Trump e vincula o pré-candidato do PL ao novo tarifaço.

Anteriormente, em audiência nos EUA, Flávio Bolsonaro afirmou que o momento atual é desfavorável para a imposição de novas tarifas, argumentando que tais medidas acabariam beneficiando o governo Lula.

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