Economia

IPP registra segundo menor resultado em 12 anos, com deflação de -4,53% em 2025

11 de Fevereiro de 2026 às 15:03

A inflação no Brasil caiu 4,53% em 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda foi liderada pela indústria alimentícia (-10,47%), refino de petróleo e biocombustíveis (-5,64%) e metalurgia (-8,06%). O IPCA marcou 0,33% em janeiro

A queda da inflação no Brasil foi um dos principais destaques do ano passado. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Produtor (IPP) fechou 2025 em -4,53%, sendo o segundo menor resultado desde 2014. Apenas no ano anterior, houve uma queda média de preços ainda maior, de 4,99%.

Os dados do IPP mostram que a série histórica começa em 2014 e apenas dois anos apresentaram deflação: 2025 e 2023. No outro extremo, os anos da pandemia de covid-19 (2020 e 2021) registraram inflação positiva em dois dígitos.

A atividade industrial que mais puxou para baixo a inflação foi a de alimentos, com recuo de 10,47%. O preço do açúcar teve grande influência nesse resultado, tendo acompanhado o recuo das cotações no mercado internacional. Além disso, a valorização do real contra o dólar (10,6% em 2025) fez os produtos importados ficarem mais baratos.

Outras atividades que contribuíram para a queda dos preços foram: indústria extrativa (-14,39%), refino de petróleo e biocombustíveis (-5,64%) e metalurgia (-8,06%). O gerente do IPP, Murilo Alvim, explicou que no setor extrativo a deflação foi justificada por menores preços dos óleos brutos de petróleo.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede o custo de vida para famílias com renda entre um e 40 salários mínimos, marcou 0,33% em janeiro. Isso significa que a inflação oficial acumula 4,44% em 12 meses.

Esses dados mostram uma tendência positiva na economia brasileira no ano passado. A queda da inflação é um sinal de melhoria do ambiente econômico e pode influenciar decisões dos consumidores e investidores.
Com informações de Agência Brasil - Economia

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