Justiça da Coreia do Sul impede greve de trabalhadores da Samsung na produção de chips
Justiça da Coreia do Sul proibiu greve de sindicalizados da Samsung, evitando a interrupção na produção de chips de memória. O sindicato poderá pagar multa diária de 100 milhões de wons caso descumpra a decisão. A paralisação previa a exigência de bônus de 15% do lucro anual da empresa

Uma decisão judicial na Coreia do Sul impediu a realização de uma greve planejada pelos trabalhadores sindicalizados da Samsung, evitando a interrupção na produção de chips de memória DRAM e NAND. O descumprimento da ordem judicial sujeita o sindicato a uma multa diária de 100 milhões de wons, aproximadamente 66,4 mil dólares.
A paralisação estava prevista para ocorrer entre 21 de maio e 7 de junho, totalizando 18 dias. A motivação do movimento era a exigência de bônus correspondentes a 15% do lucro anual da companhia, valor estimado em 30 bilhões de dólares.
A interrupção da oferta global de DRAM e NAND poderia ter sido impactada em 3% a 4% e 2% a 3%, respectivamente, caso apenas 30% a 40% dos membros do sindicato aderissem à greve. O cenário era crítico, dado que os estoques mundiais de DRAM operavam com volume suficiente para suprir a demanda por apenas quatro a seis semanas.
A instabilidade nas negociações e a expectativa da greve já haviam provocado a alta de 20% no preço de módulos DDR4 de 8GB no mercado de Huaqiangbei, em Shenzhen.
Para conter a crise, o governo sul-coreano sugeriu a ativação da Autoridade de Arbitragem de Emergência, mecanismo capaz de suspender legalmente greves por até 30 dias. Paralelamente, a Samsung alterou sua estratégia de negociação ao substituir o vice-presidente Kim Hyung-ro por Yeo Myung-koo, integrante da equipe de Recursos Humanos da divisão DS. Com a mudança de interlocutor e a flexibilidade da administração, o sindicato retomou as conversas com a empresa.