Mercado financeiro prevê crescimento de 2% para Brasil em 2028 e 2029
O Banco Central divulgou na segunda-feira (2) o Boletim Focus, mantendo as estimativas de expansão da economia em 1,82% para este ano. A inflação oficial permaneceu em 3,91%, dentro dos limites esperados pela meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. As previsões indicam crescimento do PIB e redução na taxa básica de juros até o final de 2026
O mercado financeiro brasileiro apresentou uma visão estável das previsões para os principais indicadores econômicos em 2026. A pesquisa Boletim Focus do Banco Central, divulgada na segunda-feira (2), manteve as estimativas de expansão da economia e inflação dentro dos limites esperados.
A expectativa é que a economia cresça 1,82% este ano, com uma leve alteração para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027. Já os dois anos seguintes – 2028 e 2029 - terão expansões de 2%. A estabilidade é considerada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também divulgou o PIB consolidado para o ano passado, com uma alta de 3,4%.
A inflação oficial do país permaneceu em 3,91% para este ano. A meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, dentro da faixa tolerável entre 1,5 e 4,5%. Para os próximos anos –2027 a 2029 - as previsões são de inflação em torno dos mesmos patamares.
A taxa básica de juros (Selic), definida pelo Banco Central atualmente em 15% ao ano, não sofreu alterações na última reunião do Comitê de Política Monetária. A estimativa para a redução da Selic até o final de 2026 foi ajustada –de 12,13% para 12%. Para os anos seguintes –2027 e 2028 - as previsões são que a taxa básica seja reduzida mais uma vez.
A tendência é que com taxas mais baixas do juros, o crédito fique mais barato incentivando produção e consumo.